Os 15% de perda nos preços mundiais do café desde maio não desencorajaram Luis Sanabria. Ele está no meio da sua primeira colheita como dono de um cafezal, colhendo as cerejas vermelhas que se tornarão café colombiano das montanhas. Sanabria e seus 23 parceiros são a vanguarda de um plano para aumentar em um terço a produção de café colombiano até 2014.
O crescimento das exportações da agricultura é ameaçado pelo envelhecimento dos cafezais e de seus proprietários, assim como pelo aumento dos custos e pela queda dos preços da commodity na recessão global. A Federação Nacional dos Cafeicultores está tentando encontrar pelo menos 50.000 pessoas abaixo dos 35 anos para revigorar o negócio durante a próxima década com a ajuda de empréstimos de bancos subsidiados pelo governo.
"É um sonho se tornando realidade", disse Sanabria, 34, no seu novo trabalho na Las Flores, uma fazenda de 309 acres nas montanhas da província de Santander. "Sou um cafeicultor e isso é tudo o que eu sempre quis ser". O café gera $1,9 bilhão em vendas anuais e emprega cerca de 4 milhões de pessoas, ou seja, 10% da população colombiana.
Sanabria é parte de uma nova geração de produtores que têm Juan Valdez como seu símbolo, o trabalhador com um sombreiro e uma mula que faz o café tão conhecido no mercado externo quanto a cocaína. A marca dos "jovens produtores" é vendida em lojas na Colômbia, EUA, Espanha e Chile.
Corte no consumo
Os menores preços têm sido acompanhados por 24% queda do peso em relação ao dólar, o que significa mais pesos para cada dólar de venda por exportação. Grande parte do café nacional é exportada e cerca de 1/3 se destina aos EUA.
Mesmo assim, a crise econômica mundial tem afetado a demanda, à medida que os consumidores cortam gastos, no caso, com bebidas caras. A Starbucks Corp., a maior cadeia de café no mundo, informou, em julho, que iria fechar 600 lojas nos EUA e cortar 12.000 empregos. A companhia, que tem como um de seus produtos os grãos colombianos, disse em novembro que o lucro trimestral caiu 96%.
A crise econômica global trouxe urgência para o programa de revigoramento dos cafezais. Mais da metade das 560.000 famílias produtores podem deixar de produzir sem o programa, de acordo com Gabriel Silva, 51, presidente da federação. Metade das árvores de café são 6 anos mais antigos em relação à idade ideal para a produção de grãos, ele disse.
"Para o café ter um futuro na Colômbia, nós precisamos renovar os cafezais e os seus proprietários", ele disse. A federação administra um programa no valor de $ 6 milhões em empréstimos pelo Inter-American Development Bank, de Washington. As informações são da Bloomberg, com tradução do Centro de Inteligência do Café.
Colômbia: financiamentos vão revitalizar cafezais
O crescimento das exportações de café colombiano é ameaçado pelo envelhecimento dos cafezais e de seus proprietários, assim como pelo aumento dos custos e pela queda dos preços da commodity na recessão global. A Federação Nacional dos Cafeicultores está tentando encontrar pelo menos 50.000 pessoas abaixo dos 35 anos para revigorar o negócio durante a próxima década com a ajuda de empréstimos de bancos subsidiados pelo governo.
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