Colômbia: café está bem posicionado diante da crise

Baixos estoques e um défice na oferta tornam o café melhor posicionado para a recuperação de preços do que outras commodities afetadas pela crise financeira global, informou o diretor da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Gabriel Silva. Os preços globais das commodities vêm caindo à medida que a crise no mercado internacional tem gerado medo de uma recessão mundial que reduziria a demanda por produtos.

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Baixos estoques e um défice na oferta tornam o café melhor posicionado para a recuperação de preços do que outras commodities afetadas pela crise financeira global, informou o diretor da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Gabriel Silva. Os preços globais das commodities vêm caindo à medida que a crise no mercado internacional tem gerado medo de uma recessão mundial que reduziria a demanda por produtos.

"Uma das commodities que está resistindo melhor a essa queda nos preços é o café", disse Silva à Reuters. "Isso nos indica que o único caminho é o aumento, porque os fundamentos estão se mostrando no défice e na falta de café no mundo todo". Silva disse que existem sinais de que a crise do crédito começou a gerar impactos em alguns países produtores de café que estão lutando para obter financiamento para exportadores No entanto, ele disse que os exportadores da Colômbia estão até agora protegidos da crise.

Ele disse que as previsões da Federação indicaram que mesmo com uma diminuição de 2% no desenvolvimento econômico dos Estados Unidos, a demanda deverá continuar forte, embora os consumidores possam começar a consumir menos cafés de alta qualidade e mais cafés mais baratos. "A recessão nos EUA não será suficiente para frear o aumento da demanda. Nós não vemos um impacto no volume demandado. Alguns acham que o consumo aumenta em tempos de recessão", disse.

A Colômbia, que é o terceiro maior produtor de café do mundo, depois do Brasil e do Vietnã, espera que sua produção em 2008 seja reduzida em 600 mil a 800 mil sacas de 60 quilos comparado com o ano anterior por causa das fortes chuvas deste ano, disse Silva. A produção de café do país no ano passado foi de 12,6 milhões de sacas, das quais 11,3 milhões destinaram-se à exportação.

Silva disse que parte do café de uma colheita recente, que estava atrasada, deverá chegar ao mercado somente em dezembro ou em janeiro. No entanto, o país espera ter até 1,8 milhão de sacas de cafés especiais neste ano com a Federação produzindo 1,2 milhão de sacas e outros cafeicultores entre 500 mil a 600 mil sacas do produto que tem alta demanda.

Embora tenha dito que ainda era muito cedo para fazer previsões mais precisas para 2009, Silva disse que as primeiras florações e crescimento de cerejas para a próxima colheita estão de acordo com as expectativas. A Federação disse que planeja aumentar a produção para 17 milhões de sacas até 2014, com investimento próximo a US$ 700 milhões.

A queda nos preços do petróleo ajudou a reduzir os custos dos fertilizantes apesar do impacto ainda não ter sido sentido. No entanto, os menores preços acompanharão um programa de renovação de colheitas com uso mais eficiente de fertilizantes no próximo ano, disse Silva. A Colômbia tem uma área de 900 mil hectares de cafezais na qual trabalham mais de 500 mil famílias.
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thyara
THYARA

CURITIBA - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 20/10/2008

Que bom que toda essa crise ainda consegue gerar fatos positivos. A elevação do preço do café vai ser ruim para os consumidores, mas não acham q está na hora da valorização do trabalho rural? Quem não sabe o que é esperar um ano para a possível colheita irá criticar, mas já está na hora do trabalho suado ser remunerado.