Na busca por eficiência produtiva (redução de custos e aumento de produtividade e qualidade), a mão-de-obra acaba sendo substituída pelas máquinas.
O leitor do CaféPoint e produtor Artur Queiroz de Sousa, produz café em Cambuquira/MG, região montanhosa no Estado. Sua fazenda está localizada a 1.100 metros de altitude, onde há plantados 50 ha de café, sendo que 67% em declividade inferior ou igual a 15% e em menos de 30% desta área é utilizada mecanização.
Artur postou em seu MyPoint uma foto da colheita mecânica de café em Big Bag, com retirada por trator com guincho hidráulico, elevação em caminhão caçamba, que posteriormente é levado ao lavador.

De acordo com ele, há dificuldade de entrar com máquina nessa área, porém, com esforço redobrado vão conseguindo colher em algumas áreas. "Um acerto aqui outro ali, e vamos arrumando para colher com colhedora de café. Quando a gente usa o big bag, a máquina passa em local que se tivesse com bica não colheria, pois trator e carreta precisariam de mais espaço para virar."
Artur teve o trabalho de mapear os talhões, separando áreas onde entram trator e colhedora, de áreas que entram apenas tratores, e por último as áreas que não entram nem trator nem colhedora. Nas áreas onde não entra maquinário nenhum a colheita tem que ser manual, mas segundo ele é preciso reduzir a mão-de-obra de colheita.
O leitor Carlos Alberto de Carvalho Costa, de Muqui/ES diz que para ele isso é sonhar mais um sonho impossível devido a topografia da região e ao custo.
Artur informa que esse trabalho não dá custo alto. "Em três dias e três noites colhi 3.000 medidas de 60 litros, sendo R$3,08/medida [custo da operação colheitadeira + retirada da lavoura com trator com guincho]. O transporte em caminhão caçamba foi de R$0,40/medida, porque levei desta fazenda para outra a 10 km de distância."
O armazenamento em Big Bag tem a vantagem de reduzir perdas de grãos no carregamento, descarregamento e no transporte; rapidez de carga e descarga; diminuição da mão de obra; economia com sacarias; e maior segurança no transporte.
E você, caro leitor, tem alguma experiência com a substituição da mão-de-obra pela mecanização? Comente através do box de cartas abaixo.
