A colheita de café no Brasil está ocorrendo a todo vapor. Em Caconde, município localizado em São Paulo, a retirada dos grãos das lavouras também tem ocorrido à noite, para aproveitar o clima e o período sem chuva. Com os pés de café carregados, a máquina trabalha em ritmo acelerado, por mais de 15 horas seguidas, de acordo com informações do portal da Globo.
Foto: Eder Ribeiro/EPTV
Para dar conta da colheita, produtores estendem a jornada em dias mais secos. E o trabalho noturno deve continuar até o final de agosto. Segundo o produtor Mário Ferrari, fazendas que produzem café de qualidade para exportar precisam ter a maior quantidade de grãos maduros. "Quanto mais tempo demora para colher, mais vai ter grãos secos', explicou.
Os cafeicultores estão na contramão do cenário nacional, já que neste ano o clima não ajudou. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o país deve ter uma safra cerca de 15% menor do que a do ano passado. Em Caconde, a situação está um pouco diferente porque Ferrari investiu na lavoura quando o café estava em baixa, em 2008.
"A gente fez o sistema de poda. Pegamos uma época que o preço estava baixo, então usei para fazer a renovação”, disse. A propriedade dele tem 250 hectares e a produção está alta, com a expectativa de colher 12 mil sacas de café até o fim da safra, o dobro do ano passado. Até agora, 9 mil já foram colhidas.
Dificuldades da colheita noturna
Retirar os grãos de café durante à noite impõe desafios à quem dirige a máquina no campo, uma vez que a visibilidade diminui. Faróis e sensores ajudam bastante os operadores de máquina.
"Eu tenho um sensor de nivelamento, que em locais muito tortos ela nivela sozinha, corrige. Uma cabine boa e cinco faróis ajudam a colheita", disse Alberto Junior.