Colheita de café de El Salvador será a mais baixa em 80 anos

El Salvador terá no próximo ano cafeeiro sua melhor colheita em oito décadas, chegando a 900.000 quintais de café tipo exportação (690.000 sacas de 60 quilos), similar à colheita de 1932/1933. Nas estimativas do Conselho Salvadorenho de Café - CSC, somente foi considerado o impacto da ferrugem, sem se incluir o impacto de outras doenças que estão afetando os cafezais, como a antracnose e a broca.

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El Salvador terá no próximo ano cafeeiro sua melhor colheita em oito décadas, chegando a 900.000 quintais de café tipo exportação (690.000 sacas de 60 quilos), similar à colheita de 1932/1933.

Segundo o Conselho Salvadorenho de Café (CSC), com os dados ajustados, a colheita de 2012/13 (que termina em 30 de setembro) será de 1,14 milhão de sacas de café ouro exportável (aqui, são eliminadas cerca de 76.666 sacas para consumo interno).

As quedas nas colheitas atual e na seguinte levarão a uma perda de US$ 175 milhões em divisas pela venda de café. O fator principal é o impacto severo da ferrugem que os cafezais salvadorenhos tiveram: 74% da plantação de café foi afetada.

O efeito da ferrugem inclusive baixará a produtividade média para 4,56 sacas de café por manzana (6,52 sacas por hectares), quando na atual colheita, essa foi estimada em 7,14 sacas por manzana (10,21 sacas de 60 quilos por hectare).  

Na cadeia de perdas, o pequeno produto será o mais afetado. “Por estrato, o pequeno produto mostra os resultados mais baixos, com uma produtividade de 4,65 sacas por hectare”, disse o CSC. Enquanto os cafeeiros com mais de 100 manzanas (69,88 hectares) terão uma produtividade média em suas terras de 7,51 sacas por hectare.

Nas estimativas do CSC, somente foi considerado o impacto da ferrugem, sem se incluir o impacto de outras doenças que estão afetando os cafezais, como a antracnose e a broca.

A queda na produção de café também afetará nos empregos da zona rural, já que estima-se que se perderão cerca de 22.000 trabalhos permanentes, equivalentes a 5,5 milhões de salários. Em valor monetário, isso se traduz em cerca de US$ 24 milhões a menos em salários, de acordo com estimativas do Ministério da Agricultura (MAG).

O vice-ministro da Agricultura, Hugo Flores, explicou que se trabalha em uma aliança com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), com o fim de levar alívio às famílias da zona rural e garantir a segurança alimentar. Isso consistiria em dar alimentos em troca de trabalho, mas o PMA ainda está definindo os mecanismos do programa.

A reportagem é do Laprensagrafica.com, traduzida e adaptada pelo CaféPoint.
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