Colheita de café de El Salvador cai em 12% com relação à safra anterior

As mudanças drásticas de clima, mais uma vez, foram obstáculos para a intenção de levantar a cafeicultura.

Publicado por: CaféPoint

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Os dados mais recentes sobre a colheita de café de El Salvador mostram uma queda em comparação com o ciclo anterior, segundo dados preliminares do Conselho Salvadorenho de Café (CSC). As mudanças drásticas de clima, mais uma vez, foram obstáculos para a intenção de levantar a cafeicultura.

Entre março e abril o país fechará a colheita de 2015/2016. Hugo Fernández, diretor do CSC, comentou que “até semana passada, tínhamos o dado de 440.833 sacas de 60 quilos, segundo informações que os beneficiadores enviam ao conselho”. Esse volume, segundo Hernández, é de 12% a menos que na colheita anterior.

Hernández não quis citar as causas de uma possível queda na produção, nem tampouco se poderiam modificar a meta oficial de 765.819,5 sacas. Ele disse que ainda faltam dados para que se possa dar mais detalhes do ciclo.

O diretor da Associação de Beneficiadores de Café (Abecafe) disse que esperam uma produção inferior ao ciclo anterior, de 2014/2015. “O que mais afetou foram as condições do clima”.

A falta de chuvas durante maio, junho e julho não permitiram que os arbustos florescessem o suficiente e houve muito grão verde que caiu. Além disso, Samoya disse que as chuvas se acumularam no último trimestre do ano, na época de corte, e “toda essa chuva escureceu muito café”.

“Tomara que esteja errado, mas não acho que vamos passar das 498.333 sacas”, disse Samayoa. O presidente da Associação Cafeeira (Acafesal), Sergio Ticas, concordou com essas previsões. “Creio que essa colheita estará entre 383,33 e 498,33 mil sacas”. A menor produção no país foi de 536.685,83 sacas, em 2013.

O gerente técnico da Fundação para Pesquisas de Café (Procafe), Óscar Ramos, disse que o clima seco e quente impediu o pleno desenvolvimento do cafezal. Após a seca, as chuvas abundantes “propiciaram um menor rendimento”.

Cerca de 2.000 milímetros de chuva caíram entre outubro e novembro do ano passado. Ramos explicou que, com a água, o fruto que saiu quebra e cai ou fica no ramo e seca. Este último ocorre porque a chuva o envolve como uma “película” de umidade e, no dia seguinte, exposto ao sol, fica seco.

Ele advertiu que, devido ao fato de que 2016 provavelmente deve continuar seco e quente, os cafezais não crescerão o suficiente para melhorar de maneira notável a colheita de 2016/2017.

Ticas lamentou que a cafeicultura salvadorenha não consiga superar sua crise. “Creio que nem o Governo, nem o setor privado fizeram o suficiente para seguir adiante. Faltam créditos, pesquisa, há um grande abandono”.

As informações são do La Prensa Gráfica/ Tradução por Juliana Santin 
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