Coimex e Leme alugaram instalações da Garcafé

A Garcafé, Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Garça, firmou no último fim-de-semana, contratos de locação de parte de suas instalações para a Leme Armazéns Gerais e a Coimex Trading, que farão, respectivamente, armazenagem e comercialização de café.

Publicado por: CaféPoint

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A Garcafé, Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Garça, firmou no último fim-de-semana, contratos de locação de parte de suas instalações para a Leme Armazéns Gerais e a Coimex Trading, que farão, respectivamente, armazenagem e comercialização de café.

A Cooperativa está em processo de autoliquidação, desde março de 2005 e acumula prejuízo da ordem de R$ 20 milhões, desde 2002,. Hoje a dívida estaria em cerca de R$ 47 milhões.

O liquidante da Garcafé, José Wilson Lopes, ex-cooperado, ouvido, ontem, pela Equipe do CaféPoint, esclareceu que não se trata de uma parceria. "O que foi feito, na realidade foi um contrato de locação das instalações e dos maquinários da Garcafé pela Coimex e a Leme Armazéns Gerais, com o intuito de atender aos cafeicultores da região", disse.

De acordo com Lopes, a safra de café deste ano, na região de Garça, pode ultrapassar um milhão de sacas e, como cerca de 45% da produção era direcionado à Garcafé, quando esta estava em operação, havia um quadro de carência, desde o início do processo de autoliquidação da Cooperativa.

"Havia um problema grave, principalmente para o pequeno produtor que não tinha onde armazenar seu produto ou quem fizesse sua negociação. Então, nós procuramos trazer estas empresas para prestar estes serviços de benefício, re-benefício, classificação, armazenagem e comercialização, enquanto a Garcafé estiver neste processo de autoliquidação", afirmou Lopes.

O liquidante ressalta que os serviços serão prestados não só aos cooperados da Garcafé, já que as empresas apenas ocuparão as instalações, e, em tese, todos os cafeicultores da região poderão ser beneficiados.

"Nós estamos negociando com uma exportadora, que pretende, logicamente, adquirir muito café aqui para exportação, melhorando o preço, ao contrário do que estava acontecendo, porque estávamos vendendo apenas para mercado interno", acrescentou.

A Garcafé tem prazo até maio de 2007 para concluir seu processo de autoliquidação. Trabalha, portanto, para, neste período, receber créditos que teria junto ao Governo Federal, o que possibilitaria sanar seu passivo e voltar a operar como cooperativa.

Neste caso, "a Garcafé não precisará utilizar todo o maquinário que tem aqui. Ela tem muitos armazéns fora do que foi locado e tem estrutura para voltar a funcionar sem precisar deste maquinário que está aqui" disse José Wilson Lopes.

Fonte: Equipe CaféPoint
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