CNC: Ximenes analisa resultado dos leilões de opções
O resultado dos leilões de contratos de opção de venda de café nesta última quarta-feira (22) foi normal, e "nada é mais justo do que as cooperativas arrematarem quase tudo, já que são as legítimas representantes da produção". As considerações partem do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes.
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Segundo Ximenes, não houve qualquer tipo de coordenação entre as cooperativas para tentar evitar que houvesse ágios nos prêmios nestes três leilões da quarta-feira. "Não houve qualquer coordenação nem sintonia, cada um fez o que tinha que fazer", afirmou. Para ele, o primeiro leilão, do dia 15, é que foi muito caro em relação aos prêmios.
Vale lembrar que no primeiro leilão o prêmio de abertura de R$ 1,51/sc chegou a R$ 9,50 no fechamento, ágio de mais de 500%, em uma oferta total totalmente adquirida de contratos equivalentes a um milhão de sacas. Nestes três leilões da quarta-feira, de oferta de 2 milhões de sacas, o ágio nos três lotes não chegou a um centavo por saca.
"Os grandes compradores, os corretores, ficaram mais com o primeiro leilão (da quarta-feira passada - 15), já os pequenos ficaram com o segundo (dia 22)", disse Ximenes.
Para Gilson Ximenes, os leilões devem funcionar e dar suporte às cotações internacionais do café. "Demorou demais pra eles virem, mas antes tarde do que nunca", comentou. Com os produtores mais retraídos de posse das opções, que garantem preços acima de R$ 300,00/sc para vencimentos novembro, janeiro, fevereiro e março, a tendência é de reação nas cotações, avalia. O presidente do CNC acredita que muito antes de novembro os preços no mercado físico possam chegar a R$ 300,00. Hoje estão em cerca de R$ 250,00.
No entanto, Ximenes ressalta que apenas as opções não bastam para a cafeicultura, que enfrenta uma grave crise. "O governo está tomando conhecimento dos nossos problemas e precisa agir", observou. Quanto às dívidas da cafeicultura, destaca que a produção pede prorrogações até 2020, o que é igual à negociação com o restante da agricultura. Ele conclui dizendo que a cafeicultura não vai descansar até conseguir o que precisa e que espera equilíbrio do governo para atender os anseios da produção.
As informações são de Lessandro Carvalho, da Agência Safras, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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EM 25/07/2009
Obrigado, Gino