O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes defendeu no dia 23 de novembro, que o governo flexibilize o padrão de qualidade exigido para os contratos de opção, nos próximos exercícios previstos para os meses de janeiro, fevereiro e março. A grande dificuldade enfrentada pelos cafeicultores no primeiro exercício dos contratos, feito este mês, ocorreu no preparo do produto a ser entregue nos armazéns.
O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes defendeu no dia 23 de novembro, que o governo flexibilize o padrão de qualidade exigido para os contratos de opção, nos próximos exercícios previstos para os meses de janeiro, fevereiro e março. A grande dificuldade enfrentada pelos cafeicultores no primeiro exercício dos contratos, feito este mês, ocorreu no preparo do produto a ser entregue nos armazéns.
Por conta do grande volume de chuvas que atingiu as principais regiões produtoras no período de colheita, a qualidade da bebida foi prejudicada, chegando a ficar levemente fermentada.
O edital do leilão dos contratos de opção de venda determinou que o café a ser entregue fosse de safra colhida em 2009, tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitindo até 10% de vazamento, e teor de umidade de até 12,5%, em sacas de 60 quilos. "A safra deste ano é de péssima qualidade e o setor está em cima (do governo) para flexibilizar. Se não conseguirmos, ninguém vai entregar café", afirmou Ximenes.
Conforme o presidente da Comissão de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita o assunto já foi levado ao ministério e uma solução para o problema irá depender "do bom senso" do governo. "Vai haver problema, principalmente para as futuras entregas"
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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PAULO EDUARDO STEMPNIEWSKI
GUAXUPÉ - MINAS GERAIS
EM 27/11/2009
Concordo com ambos. Se procuramos qualidade em tudo o que consumimos é mais do que justo que a adicionemos no que produzimos. Para melhorar o comércio e também o preço internamente, sugiro que somente seja encaminhado à torrefação café de qualidade. Está na hora do brasileiro consumir um café de
melhor qualidade.
DONIZETE GONÇALVES DE LIMA
PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 27/11/2009
Concordo com o Sr. Willem .É realmente um absurdo o presidente do CNC , que é a entidade que teria de zelar pela reputação e qualidade do nosso principal produto de exportação ,sugerir tal medida de "flexibilizar" na qualidade do café. Seria nivelar por baixo , penalizando aqueles que fazem café de qualidade. Aproveito para informar que nós produtores aqui do cerrado fazemos ações para melhorar a qualidade do nosso café , que é um dos melhores do mundo. Portanto vamos pensar grande , positivo. Vamos respeitar o consumidor final , chega de protecionismo!
WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO
GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 27/11/2009
Realmente a safra 2009 apresentou uma qualidade dos graõs inferior aos outros anos. Porém se flexibilizarmos o padrão de qualidade do café exigido pelo governo ou comercializado, estaremos privilegiando a incompetencia de alguns em não conseguir produzir um café com um minimo de qualidade, já que a maioria dos defeitos advém de praticas incorretas de pós-colheita e não de fatores ambientais ou da planta. Uma forma de conseguirmos melhorar o preço do café é justamente elevarmos os padrões de qualidade do café comercializado no páis para criarmos o hábito do consumidor tomar somente o melhor café e não qualquer produto. Devemos pensar que em todo mundo está se fazendo uma campanha pelo café de qualidade e não é sensato pedirmos ao governo para adquirir qualquer coisa.
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