CNC defende geração de renda em workshop

Durante o workshop Agenda Estratégica: Pensando o Agronegócio Cafés do Brasil, o Conselho Nacional do Café adotou a defesa da sustentabilidade econômica através de Políticas de Geração de Renda e também homenageou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pelo trabalho realizado em prol do setor.

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Durante o workshop Agenda Estratégica: Pensando o Agronegócio Cafés do Brasil, o Conselho Nacional do Café adotou a defesa da sustentabilidade econômica através de Políticas de Geração de Renda e também homenageou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pelo trabalho realizado em prol do setor.

Foi realizado ontem, no Centro de Treinamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em Brasília (DF), o workshop Agenda Estratégica: Pensando o Agronegócio Cafés do Brasil. Na oportunidade, as principais entidades representativas do setor cafeeiro nacional, além de técnicos do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), discutiram os desafios e as oportunidades para a atividade.

Idealizado e desenvolvido pelo CIC (Centro de Inteligência do Café) e pela Coordenação Geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas do Ministério da Agricultura, o evento reuniu entidades como CNC (Conselho Nacional do Café), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), Cecafé (Conselho dos Exportadores do Café do Brasil), Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) e Confederação Nacional do Comércio.

Pensando o Agronegócio Cafés do Brasil, adotamos, ao longo do workshop, a defesa da sustentabilidade econômica por meio de políticas de geração de renda, as quais mudem o foco das prorrogações de financiamentos para garantia/suporte de preços. Nesse sentido, destacamos:

- Maior utilização de instrumentos de mercado futuro, os quais agreguem prêmios e proporcionem travas de preços e gerenciamento de risco;

- Utilização estratégica do crédito com o intuito de administrar oferta e não induzir produção abaixo dos custos;

- Recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) para administrar a bienalidade da safra;

- Utilização de instrumentos de política agrícola como forma de sustentação da competitividade e do escoamento da produção em níveis remuneradores;

- Formação e administração de estoques estratégicos por parte dos produtores;

- Melhor organização dos produtores na comercialização, de maneira que atuem mais como formadores e menos como tomadores de preços;

- Utilização de inteligência de mercado a fim de desenvolver estratégias de comercialização;

- Aprimoramento tecnológico como forma de melhorar produtividade, qualidade e diminuir dependência de mão-de-obra, principalmente em áreas montanhosas;

- Programas de melhoria de gestão dos produtores;

- Programas de capacitação de trabalhadores.

Homenagem ao ministro - Também durante o workshop realizado ontem, prestamos uma homenagem ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, pelo serviço e pela atenção prestados em prol da cafeicultura brasileira. Na ocasião, foi lhe entregue uma placa agradecendo esses esforços, sem os quais não seria possível que a repactuação das dívidas do setor chegasse a um ponto bastante oportuno e interessante como o atual.

A atuação de Stephanes possibilitou que o prazo de vencimento das parcelas relativas ao Alongamento do Funcafé tenha acréscimo de dois anos, saindo de 2018 para 2020. Além disso, outro ponto importante obtido foi a redução na taxa de juros do Fundo. Após reunião do ministro da Agricultura com o titular da Fazenda, Guido Mantega, o governo sinalizou que a taxa de juros nos empréstimos do Funcafé será reduzida de 9,5% para 7,5% e com bônus de adimplência de 3,75% já pactuado, estabelecendo-se, dessa forma, a taxa final em 3,75%.

Mesmo que os resultados alcançados não atendam ao pleito do setor produtivo como o desejado, é inevitável mencionar que as melhorias supracitadas trazem certo alento aos cafeicultores e permitem que os mesmos tenham fôlego para continuar na atividade.

GILSON XIMENES
PRESIDENTE
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