CNA e FAEMG criticam possibilidade de taxação sobre exportações do agro

"Somos o único setor que, mesmo em meio à crise, vem garantindo saldos positivos ao país", destaca Roberto Simões.

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 2
Ícone para curtir artigo 0

Da redação

Frente à possibilidade de taxação sobre as exportações brasileiras do agronegócio, divulgada em reportagem do Jornal Valor Econômico (Reforma da Previdência deve taxar agronegócio e Simples), entidades do setor se pronunciaram contrariamente.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema FAEMG), Roberto Simões, se disse estarrecido com a proposta como forma de aumentar a arrecadação da Previdência. “É uma ideia inimaginável. Somos o único setor que, mesmo em meio à crise, vem garantindo saldos positivos ao país. Com imensas dificuldades, competimos contra países que contam com vultosos subsídios governamentais. Graças à eficiente pesquisa agropecuária e à enorme competência de nossos produtores, temos conseguido oferecer alimentos baratos e de alta qualidade, o que nos garante competitividade internacional e, consequentemente, resultados positivos para a balança comercial brasileira. A taxação sobre as exportações do agronegócio terá, sem dúvida, um efeito cascata muito grave sobre toda a economia de nosso país. Está aí o recente exemplo da Argentina, que quase foi à falência ao utilizar política semelhante. Como bem disse a ministra Kátia Abreu: ‘quem vai querer comer produtos brasileiros com o gosto amargo da tributação?’”, argumentou Simões em comunicado divulgado nesta terça-feira (2/1).

Foto: FAEMG/ Divulgação


Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também se manifestou, ainda nesta terça-feira, sobre a tributação que ocorreria por meio da revogação da isenção da contribuição previdenciária que hoje vigora para os produtores que exportam o total ou parte de sua produção.

“Cabe registrar que as regras da previdência social brasileira não se ajustam mais à nova dinâmica demográfica do País. Assim, reformar a previdência só tem sentido se for para alterar e adaptar estas regras para ajustá-las à nova realidade, como fizeram e continuam fazendo todos os países relevantes do mundo. Portanto, não é admissível extrair recursos adicionais da sociedade e da produção para aumentar o financiamento de um sistema que está errado e não se sustentará no tempo. Para superar a armadilha da estagnação econômica e voltar a crescer, resta ao País o investimento privado e o aumento das exportações. Todas as políticas governamentais sensatas deveriam visar esses objetivos, ampliando e facilitando o espaço da iniciativa privada, abrindo mercados e favorecendo a nossa competitividade externa, por meio da redução dos custos de exportar”, pontua a instituição.
Ícone para ver comentários 2
Ícone para curtir artigo 0

Material escrito por:

Equipe CaféPoint

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

bruno nasser vilela
BRUNO NASSER VILELA

CRISTAIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 04/02/2016

Bom dia

O produtor aceita tudo, nossos sindicatos não funcionam(com exceção), estamos cheios de pelegos em nossas instituições . Presidentes eternos, só visam seus interesses . Infelizmente isto faz parte de nossa falta de cultura (QUANTO MAIS BURRO O SEU POVO MELHOR). Quando for assumir um cargo reflitam : se é para o bem de todos ou para seu próprio beneficio . Que Deus nos ilumine.

Bruno Nasser Vilela -Eng agrônomo (UFV) - Sócio fundador e primeiro presidente do sind rural de Cristais MG . Dei o melhor de mim para minha classe, sai na hora certa .

Fica com Deus.
Cláudio Viana Klem
CLÁUDIO VIANA KLEM

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 04/02/2016

Infelizmente, o governo PT, só enxerga perto. É por isso q está sendo descoberto tanta sujeira desse governo medíocre, que fez suas falcatruas sem pensar que a médio prazo tudo viria à tona. Agora esse mesmo governo medíocre quer taxar o único setor que mantém o país numa posição confortável, que faz com que o Brasil não afunde mais ainda, e sem ter o mínimo de apoio do governo, ao contrário das grandes indústrias, q só dependem de seus gestores para que o resultado não seja negativo, ao contrário de nós do agronegocio em que o clima é o nosso maior problema e agora o governo também quer ser mais um problema pra nós. Que nossos representantes possam enxergar que taxando o agronegocio, simplesmente estarão acelerando a recessão, que só não afundou o país ainda mais graças a nós, guerreiros da agricultura.