CNA discute identificação geográfica para café
A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) começou a discutir nesta quinta-feira (18), em Brasília, a importância de adotar critérios de identificação geográfica para o café, metodologia que permite a diferenciação do produto e abre a possibilidade de o cafeicultor receber mais pelo produto no momento de comercialização da safra.
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"A indicação geográfica é um caminho para se conseguir um diferencial em termos de preços. As características regionais e as qualidades de cada produto são consideradas e valorizadas no momento da venda", afirma o presidente da comissão da CNA, Breno Mesquita. No Brasil, os cafeicultores produzem vários tipos de cafés em diferentes regiões e, na maioria das vezes, as características desses produtos não são levadas em conta no momento da negociação porque o café é vendido como "commodity".
Ele lembra que outros países produtores e exportadores de café já adotaram a política de identificação geográfica, como é o caso da Guatemala. "Apesar do bom momento em termos de preços, é preciso garantir mais espaço para o café brasileiro no mercado mundial e a indicação geográfica é uma alternativa", afirma.
Além de técnicos da CNA, representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de universidades e institutos de pesquisa participaram da reunião, realizada hoje, na sede da CNA, em Brasília.
Na reunião, especialistas informaram que há dois tipos de indicação geográfica (indicação de procedência e denominação de origem). Em ambos, a identificação é uma forma de agregar valor e dar credibilidade a um produto ou serviço, conferindo a ele um diferencial de mercado em função das características de seu local de origem. Para o consumidor, a indicação de origem garante a qualidade do produto que está sendo adquirido.
As informações são da Assessoria de Comunicação Social da CNA, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 20/11/2010
O tema das indicações geograficas alem de fundamental é estratégico mas, se não desenvolvermos mecanismos de reorganização da cadeia produtiva local, sem duvida alguma, não vamos ter sucesso.
Como já é do seu conhecimento, há muito que estamos a tratar deste assunto e até o momento nada de concreto.
Ontem, terminou aqui em Poços de Caldas, o segundo Simposio de Cafeicultura familiar, comandado pelo grande conhecedor deste assunto o Sergio P. Pareiras. Antes de falarmos em Origem, em certificação e sinais distitintivos precisamos urgentemente nos atentarmos para O que vem acontecendo no campo ou seja, o abandono e o exodo, portanto como tratarmos de temas tão importantes se estamos frente a uma grande crise.
Saudaçoes cafeeiras.