Para enfrentar o acúmulo de vencimentos de empréstimos e refinanciamentos, calculados em R$ 20 bilhões, sem contar os da região Nordeste (R$ 12 bilhões), e a crise de liquidez, a partir de março de 2007, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), defende a repactuação desses débitos por cinco anos.
"Não é nada de novo. É a crônica de uma morte anunciada. Os recursos da renda não serão suficientes para pagar tudo", destacou o presidente da entidade, Antônio Ernesto de Salvo.
Os produtores reclamam de concentração dos vencimentos do Pesa (Programa Especial de Saneamento de Ativos), securitização, gastos de custeio e investimentos do setor, informou notícia de Ana Paula Ribeiro, da Folha de S.Paulo.
Em maio, ao anunciar o pacote de ajuda ao setor agrícola, o governo federal refinanciou por até cinco anos as dívidas dos produtores que estavam adimplentes até dezembro de 2004 para as parcelas do Pesa, da securitização e do Recoop (Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária) vencidas em 2005 e 2006. Também foi anunciada a prorrogação da quitação dos créditos de custeio da safra 2005/06.
De acordo com a senadora eleita pelo Tocantins, Kátia Abreu (PFL), os agricultores alertaram o governo sobre a questão do prazo e do acúmulo de vencimentos. "É impossível que em 2007 a dívida seja quitada com a baixa rentabilidade. Só em uns cinco anos".
CNA defende repactuação de débitos agrícolas
Para enfrentar o acúmulo de vencimentos de empréstimos e refinanciamentos, calculados em até R$ 32 bilhões e uma crise de liquidez, a partir de março de 2007, a CNA defende a repactuação desses débitos por cinco anos.
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