CNA: cafeicultura será inviável sem equacionar dívida

As medidas anunciadas nesta semana pelo Governo para socorrer a cafeicultura ficaram aquém das reivindicações do setor e muitos produtores podem ficar inviabilizados de ter acesso a novos empréstimos para financiar a lavoura cafeeira. A avaliação é do presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

As medidas anunciadas nesta semana pelo Governo para socorrer a cafeicultura ficaram aquém das reivindicações do setor e muitos produtores podem ficar inviabilizados de ter acesso a novos empréstimos para financiar a lavoura cafeeira. A avaliação é do presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita.

Segundo ele, a principal bandeira dos representantes dos cafeicultores não foi atendida, que era a conversão de toda a dívida dos cafeicultores, de aproximadamente R$ 3 bilhões, em produto, com a saca de 60 quilos a R$ 320. Desta forma, acrescenta Mesquita, o produtor destinaria 5% da sua renda anual para quitar seu passivo, o que daria um alívio aos cafeicultores permitindo que continuassem na atividade.

"O equacionamento definitivo da dívida era nossa grande esperança em um momento de falta de rentabilidade, que é a nossa preocupação", enfatiza Mesquita, que participou, juntamente com parlamentares e representantes de entidades ligadas aos cafeicultores, de reuniões nos Ministérios da Agricultura e da Fazenda para buscar uma solução para o endividamento do setor.

Mesquita explica que o Governo aceitou fazer a conversão do passivo em sacas de café contemplando apenas os débitos relacionados às operações contratadas com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé Dação) e que tiveram prazo alongado até 2020, conforme a Lei 11.775, que definiu no ano passado a renegociação geral de dívidas contraídas de operações de crédito rural.

Na avaliação do presidente da Comissão de Café da CNA, apenas dois pleitos anunciados nesta semana foram atendidos. Um deles é o lançamento do programa de opções públicas, mecanismo que visa proteger o produtor contra oscilações nos preços pagos aos cafeicultores. O outro é a formação de um grupo de trabalho para traçar um diagnóstico da cafeicultura com o objetivo de buscar medidas definitivas para solucionar os problemas enfrentados nas últimas safras pelos produtores de café. "Estas discussões vão nos ajudar a fazer uma radiografia da cafeicultura e nos ajudar a mudar o quadro negativo que o setor enfrenta", frisa Breno Mesquita.

As informações são da Agência CNA, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

paulo eimar oliva perpetuo
PAULO EIMAR OLIVA PERPETUO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 29/01/2009

A falta de apoio por parte do governo federal aos produtores de café no Brasil só pode ser explicada por uma tremenda irresponsabilidade somada à ignorância, do custo e do preço de venda de uma saca de café, pelos senhores que tem o poder de decisão.

Deixar o setor falir (pois com certeza, está perto de morrer) é inaceitavel. Ainda há tempo, mas muito pouco tempo, para apoiar com medidas definitivas e não paliativas, aqueles que já estão no setor, possibilitando que continuem gerando emprego no campo a milhares de trabalhadores que tem muito pouca qualificação.

O Brasil tem vocação para produzir café. Precisamos de apoio, e não de esmola!