CMN eleva preço mínimo do arábica para R$ 261,69/sc

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 30, o aumento do preço mínimo do café arábica de R$ 211,75 para R$ 261,69 por saca de 60 kg. A instituição também elevou o preço mínimo do café robusta de R$ 124,40 por saca para R$ 156,57. O preço mínimo de produtos agrícolas definido pelo governo é utilizado como valor de referência para as operações de compras governamentais, por exemplo.

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 30, o aumento do preço mínimo do café arábica de R$ 211,75 para R$ 261,69 por saca de 60 kg. A instituição também elevou o preço mínimo do café robusta de R$ 124,40 por saca para R$ 156,57. O preço mínimo de produtos agrícolas definido pelo governo é utilizado como valor de referência para as operações de compras governamentais, por exemplo.

Na semana passada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que o governo retomaria as compras de café, por meio de contratos de opção.

Funcafé - Granizo

A Resolução nº. 3640 do CMN aprovou, em 26 de novembro de 2008, a destinação de até R$ 90 milhões, com recursos do Funcafé para financiar a recuperação de lavouras cafeeiras que contabilizaram perdas de, no mínimo, dez por cento de suas áreas em decorrência das chuvas de granizo.

Em face das dificuldades operacionais bancárias na concessão desse crédito que resultaram em limitada contratação e também por conta de novas ocorrências de granizo nos estados de São Paulo e de Minas Gerais neste primeiro quadrimestre de 2009, o CMN autorizou estender, para até 30 de setembro de 2009, o período de contratação de operações ao amparo da linha de crédito instituída pela Resolução n° 3.640, de 2008, bem como permitir que o crédito possa ser empregado na recuperação de lavouras cafeeiras atingidas por granizo até o final do novo prazo para contratação.

Funcafé - CPR

O art. 53, da Lei nº 11.775, de 17 de setembro de 2008, autorizou a alocação de R$ 300 milhões do Funcafé para financiar a liquidação das dívidas dos cafeicultores vinculadas à Cédula de Produto Rural - CPR. Para tanto, o CMN aprovou a Resolução nº 3.643, destinando até R$ 100 milhões para liquidação de dívidas vinculadas a CPR, com prazo de reembolso de até quatro anos, limite de crédito por mutuário de R$ 400 mil, devendo a primeira parcela ser paga em 31 de outubro de 2009. Até então, o prazo de contratação era até 27 de março deste ano.

Porém, também em função de baixo nível de contratação de operações dessa linha, o Conselho aprovou a extensão do período de contratação para até 30 de setembro de 2009, mantidas as demais condições.

As informações são do Ministério da Fazenda.
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Francisco de Paula Vitor Carvalho
FRANCISCO DE PAULA VITOR CARVALHO

CAMPOS GERAIS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 04/05/2009

Com esse grande aumento fixado em R$ 261,69 por saca, é bem provável que muitos produtores, principalmente os menores, queiram ampliar sua produção, pois viram nesta alta de preço a saída para seus problemas. Seria muito bom se fosse verdade e seria melhor ainda se o preço estivesse sido fixado ao menos na casa dos R$ 300,00.

O produtor, além de não ter dinheiro, está sem café, porque em algumas regiões as chuvas de granizo que ocorreram em 2008 e outras ainda este ano, fez com que parte das lavouras quebrassem sua produção em mais de 60%. Se não bastasse isso, agora os trabalhadores tem que levar seus funcionários em ônibus, seguindo análise de perícias técnicas pra ver se realmente tem condições de rodagem.

Num certo ponto não tiro a razão, pois essa medida é por outro lado pra evitar acidentes e maiores danos aos empregadores. Mas vejam bem, a justiça apreende quem quer trabalhar e deixam soltos aqueles que roubam a luz do dia e mesmo os que saqueiam fazendas nesta epoca de safra. Assim não pode, assim não dá.
Eliane de Andrade C. Nogueira
ELIANE DE ANDRADE C. NOGUEIRA

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/05/2009

Um absurdo o preço minino do café. Isso só pode ser um ato político do governo. Como pode um produtor de café sobreviver com esses preços? Um setor da economia que gera tantos empregos não pode ser tratado desta forma, precisamos ir até Brasília e fazer uma mobilização na frente do Palácio do Planalto e chamar a mídia, para mostrar para todas as pessoas o que estamos passando. Nós cafeicultores, como qualquer empresa, precisamos trabalhar para ter lucro. Trabalhar por amor à patria não dá.
ANTONIO AUGUSTO REIS
ANTONIO AUGUSTO REIS

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 01/05/2009

Muito bem senhores,

Foram "muito bem assessorados" com informações "precisas" do quadro da cafeicultura nacional do arábica, para estabelecer um preço mínimo, nesse patamar.

Lembrando o passado, as lideranças do setor em 2003, estiveram com o Presidente Lula recém empossado em duas oportunidades, mostrando ao mesmo que a cafeicultura estava entrando em um forte ciclo de endividamento: uma vez em Ribeirão Preto (São Paulo) e outra em Vitória (Espírito Santo), juntamente com o então Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

Saíram dalí com a garantia que o valor das opções a serem lançadas na época seria de R$ 215,00 a saca. Qual foi o valor estabelecido poucos dias depois? R$ 185,00. Qual foi o resultado? Este que está aí, embora ainda não percebido por um grupo de burocratas da CONAB (talvez os mesmos da época, ainda em atividade).

Recentemente, a atual gestão federal se comprometeu em resolver em definitivo a questão do endividamento do setor.

As lideranças foram extremamente conservadoras quando solicitaram o preço mínimo de R$ 320,00 a saca, onde um ano pelo outro, seu custo de produção saí por muito mais. Mais uma vez um banho de água fria na produção. Pelo que percebo e vejo com experiência própria e de companheiros, acho que o estrago agora será muito maior.

Senhores responsáveis pelos custos da CONAB. O parque cafeeiro nacional não é composto nos seus 2,3 milhões de hectares, somente de lavouras novas, produtivas e assentadas em terras mecanizadas. A realidade é um pouquinho diferente. Alguns realmente ganham dinheiro com o valor do mínimo estabelecido. A grande maioria NÃO.

Levantem um pouco mais informações destes que ganham com café nesses preços. Provavelmente não empregam quase ninguém, não dependem só do café para viver ou ainda não enfrentaram uma geada em terras mais planas embora mais baixas e, o pior de tudo, ainda saem falando que produzir café da lucro, prejudicando a grande maioria.

Pagar para trabalhar será que tem sustentabilidade ?

O estrago será irremediável... para produtores e trabalhadores rurais que dependem dessa cultura para viver. O governo está bem avisado das consequências!