O CMN (Conselho Monetário Nacional), em reunião mensal realizada nesta quarta-feira (29/08), aprovou a redução dos juros de empréstimos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) de 9,5% para 7,5% ao ano, cujo voto havia sido encaminhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na semana passada. No entanto, esse novo encargo é válido somente para contratos fechados a partir de 1º de julho de 2007. O spread bancário foi mantido em 4,5% ao ano.
Apesar de desejarmos um recuo maior, a redução aprovada hoje é importante porque implica que o produtor endividado pagará menos em função do menor juro nos empréstimos do Funcafé. Essa é uma possibilidade para que, efetivamente, haja participação em uma política de renda, a qual deve passar, exatamente, por juros menores, uma vez que há necessidade de administração dos recursos; e como a rentabilidade está baixa, quanto menos juros melhor.
O CMN também aprovou a ampliação do limite de crédito para os financiamentos de custeio e colheita de café. O limite individual passou de R$ 1.440 por hectare para R$ 2.000 por hectare. Por produtor, o limite saltou de R$ 200 mil para R$ 250 mil. O assessor especial para Assuntos Agrícolas do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, informou que esse aumento levou em consideração a elevação dos custos de produção.
Contudo, por terem sido inferiores ao desejado, tanto a redução do juro, quanto a ampliação dos limites devem ser revistas, novamente, no início de 2008. O CNC, a Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e a Frente Parlamentar do Café continuarão trabalhando nesse sentido, pois o cafeicultor necessita de menor juro e maior limite para continuar na atividade obtendo renda.
Gilson Ximenes
Conselho Nacional do Café
Presidente
Breno Pereira de Mesquita
Comissão Nacional do Café da CNA
Presidente
Carlos Melles
Frente Parlamentar do Café
Presidente
CMN aprova redução dos juros do Funcafé para 7,5% ao ano
Apesar de desejarmos um recuo maior, a redução aprovada hoje é importante porque implica que o produtor endividado pagará menos em função do menor juro nos empréstimos do Funcafé. Essa é uma possibilidade para que, efetivamente, haja participação em uma política de renda, a qual deve passar, exatamente, por juros menores, uma vez que há necessidade de administração dos recursos; e como a rentabilidade está baixa, quanto menos juros melhor.
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