Clima: tempo seco nas áreas produtoras de café
Durante o mês de agosto praticamente não choveu no cinturão produtor do sudeste. Já na zona da Mata a situação é um pouco diferente. Os últimos dias têm sido caracterizados por chuva, que mesmo irregular e de baixo volume, atinge a zona da Mata mineira, capixaba e o extremo sul baiano. De acordo com as previsões estendidas, é bem possível que agosto termine sem chuva nas áreas produtoras de café do sudeste.
Publicado por: CaféPoint
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Já na zona da Mata a situação é um pouco diferente. Os últimos dias têm sido caracterizados por chuva, que mesmo irregular e de baixo volume, atinge a zona da Mata mineira, capixaba e o extremo sul baiano.
De acordo com as previsões estendidas, é bem possível que agosto termine sem chuva nas áreas produtoras de café do sudeste, já que as frentes frias previstas chegaram à região, vão avançar apenas pelo oceano, sem atingir as áreas mais ao interior.
A pergunta do agricultor hoje é: Será que este tempo seco se prolonga em setembro? As previsões estendidas de tempo não chegam até lá, mas falando em clima, o fenômeno La Niña deve retardar o retorno das chuvas. Ou seja, tudo indica que setembro ainda tenha chuva irregular e abaixo da média nas áreas de café.
Tendências
Sul
No sábado, a frente fria se afasta para o oceano e esperam-se apenas áreas de instabilidade sobre o sul do Rio Grande do Sul. Há previsão de chuvas de baixo volume desde a Lagoa dos Patos até Santa Maria e sul de Santa Catarina. Já no norte do estado, Paraná e grande parte de Santa Catarina, há previsão de tempo seco.
Entre os dias 20 e 24 de agosto, as chuvas ficam ainda mais restritas. Esperam-se baixos volumes no sul e sudeste do Rio Grande do Sul. Mesmo com o tempo seco, as temperaturas entram em declínio no leste de Santa Catarina e leste do Paraná.
Sudeste
No sábado, áreas de instabilidade trazem pancadas de chuva para o extremo sul paulista e para a região de Teresópolis até Juiz de Fora. No domingo, as chuvas avançam por todo o litoral paulista e litoral norte carioca. Na segunda-feira, as chuvas atingem grande parte do Rio de Janeiro. Até o dia 24, as chuvas ficam restritas ao oeste mineiro, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro, favorecendo o desenvolvimento de pastagens, café, maracujá e celulose. As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região nesse período.
Nordeste
As chuvas ficam restritas ao litoral leste, Zona da Mata e parte do sertão da Bahia. No sábado, as ondas de leste enfraquecem e as chuvas atingem somente o extremo leste entre a Bahia e Alagoas e a região de Irecê e Chapada Diamantina. Entre os dias 20 e 24 de agosto, esperam-se apenas chuvas fracas no litoral e Zona da Mata desde a Bahia até o Rio Grande do Norte. As temperaturas permanecem elevadas na maior parte dos estados.
Centro-oeste
A partir do sábado, áreas de instabilidade deixadas pela frente fria geram aumento de nebulosidade em grande parte da região, mas não há condições para a chuva para os próximos 15 dias no centro-oeste. As temperaturas seguem elevadas e umidade relativa do ar muito baixa. Permanece o risco de focos de calor em toda a região.
Norte
Na maior parte da região predomina o tempo aberto com temperaturas elevadas e umidade relativa baixa, especialmente no Tocantins, elevando o risco de focos de calor. O tempo segue instável e com pancadas de chuva desde o norte do Pará até a metade norte do Amazonas nos próximos 10 dias.
Acesse aqui o boletim completo do clima.
Rodrigo Cascalles, Equipe CaféPoint, com dados da Somar Meteorologia.
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