Clima e baixos estoques causam retração na exportação do Brasil no ano safra 2015/2016

Brasil chegou a exportar 35 milhões de sacas de café, mas o número está 3,2% abaixo do ciclo anterior.

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Por Thais Fernandes

O volume exportado no ano safra 2015/2016 (julho de 2015 a junho de 2016) pelo Brasil foi significativo: mais de 35 milhões de sacas. Ainda assim, houve retração de 3,2% no comparativo com o volume exportado durante a safra 2014/2015. O ano civil de 2015 registrou recorde, quando exportou 6,89 milhões de sacas no ano, após duas safras de estiagem.

Os dados mais recentes foram anunciados pelo Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, nesta quarta-feira (13/7). “Por conta de fatores climáticos e baixos estoques, houve uma retração nos últimos meses. Mas, a expectativa com a abertura da nova safra é que as exportações voltem ao patamar de crescimento ao longo do ano”, afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

No período do ano safra 2015/2016, as exportações tiveram preço médio de US$ 151,26, gerando US$ 5,3 bilhões em receita. O café arábica se destacou, respondendo por 83,2% das exportações (mais de 29,4 milhões de sacas), enquanto o robusta representou 6,5% (mais de 2,3 milhões de sacas).

A receita cambial do ano safra também representou quebra, desta vez de 22%, em relação ao ciclo anterior. O valor obtido no período analisado foi de mais de US$ 5,3 bilhões nas exportações de café, frente a US$ 6,8 bilhões no ciclo passado.

Junho de 2016
O ano safra 2015/2016 foi encerrado no último mês de junho, quando o Cecafé registrou mais de 2,3 milhões de sacas, responsáveis por uma receita de mais de US$ 350 milhões. Com relação ao ano civil (janeiro a junho de 2016), o Brasil exportou 16,2 milhões de sacas, com destaque para o crescimento de 2% nos embarques de arábica, resultando numa receita cambial de US$ 2,3 bilhões.

Consumo x produção
Um ponto que deverá manter as exportações de café aquecidas e em crescimento no país é o aumento do consumo mundial, que segundo dados da OIC (Organização Internacional do Café) deverá saltar de 152,1 milhões de sacas consumidas em 2015 para até 170 milhões até 2020.
“A produção de café cresceu em um ritmo de 0,7% ao ano nos últimos cinco anos, enquanto o consumo aumenta a uma taxa de 2,2%. Sendo assim, o Brasil, que exerce papel de protagonismo mundial no segmento, certamente vai investir cada vez mais para ampliar sua fatia neste mercado”, finaliza Nelson.

No ano safra (2015/2016), 127 países consumiram o café brasileiro. Os EUA tem a liderança, com 7.265.327 sacas, seguido pela Alemanha, com 6.345.101 sacas. A Itália fica no terceiro lugar, com 2.969.065 sacas.
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Equipe CaféPoint

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