Chuvas podem atrasar a colheita em Minas e São Paulo

A colheita prevista para começar na segunda quinzena de maio pode ser prejudicada pelas fortes chuvas nas regiões produtoras. De acordo com o engenheiro agrônomo do Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), Acácio Dianin, a queda precipitada dos grãos que estavam em fase de maturação mais adiantada deverá prejudicar a qualidade do produto e dificultar a colheita. Na região da Alta Mogiana, 50% dos grãos ainda estão verdes e a previsão é de atraso na colheita.

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A colheita prevista para começar na segunda quinzena de maio pode ser prejudicada pelas fortes chuvas nas regiões produtoras. De acordo com o engenheiro agrônomo do Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), Acácio Dianin, a queda precipitada dos grãos que estavam em fase de maturação mais adiantada deverá prejudicar a qualidade do produto e dificultar a colheita.

"Teremos um decréscimo da qualidade e acréscimo de custo de produção", avaliou, em reportagem do Diário do Comércio e Indústria/SP. Por outro lado, o especialista ressalta que as chuvas podem resultar num crescimento da parte vegetativa, propiciando um incremento na produção do próximo ano. Para a safra 2008/09 a expectativa de recebimento da Caccer permanece em 4,6 mi de sacas.

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) também mantém a meta na ordem de 4 milhões de sacas. "Por enquanto tem muito poucas propriedades colhendo, mas se houver mais chuvas a situação será preocupante", observou o gerente do departamento de desenvolvimento técnico da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Joaquim Goulart de Andrade.

O Estado de São Paulo também foi atingido pelas chuvas contínuas. Nos 13 municípios de atuação da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), localizada na região da Alta Mogiana, 50% dos grãos ainda estão verdes e a previsão é de atraso na colheita. "A região é conhecida pela qualidade do café justamente por ter um clima bem definido na época da colheita, o que pode ficar comprometido nessa safra", destacou o engenheiro agrônomo da Cocapec, Roberto Maigova. A cooperativa, que nessa safra já teve problemas com a seca prolongada durante a florada, registra uma quebra de 20% e espera colher 1,5 milhão de sacas.

Na última semana, o Ministério da Agricultura divulgou que disponibilizará R$ 300 milhões das Operações Oficiais de Crédito para apoiar a comercialização do grão nessa safra e que irá contemplar o cafeicultor com o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O produtor conta ainda com o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) que nesta safra elevou-se para R$ 2,1 bilhões.
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