Chuvas e calor facilitaram incidência de doenças

Os reflexos do excesso de chuvas, entre novembro e fevereiro, nas regiões cafeeiras do sul de Minas gerais estão começando a ser sentidos. As lavouras já começam a apresentar problemas com doenças, como a ferrugem e a cercosporiose.

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Os reflexos do excesso de chuvas, entre novembro e fevereiro, nas regiões cafeeiras do sul de Minas gerais estão começando a ser sentidos. As lavouras já começam a apresentar problemas com doenças, como a ferrugem e a cercosporiose.

Ferrugem

As altas temperaturas e a continuidade nas chuvas já são condições favoráveis para o ataque ferrugem, porém, a impossibilidade dos tratos culturais na hora adequada, afetou consideravelmente o quadro das lavouras. A ferrugem provoca uma grande desfolha no pé de café, causando diminuição drástica na granação do fruto da safra atual e possível quebra de produção na safra futura, 2008/2009.

Cercosporiose

Outro problema identificado nas lavouras é um grande ataque de cercóspora - mancha nas folhas e nos frutos. Nas folhas causa queda precoce e nos frutos provoca a aderência do pergaminho ao grão causando defeito na classificação. Este problema é conseqüência da lixiviação e volatilização dos nutrientes - principalmente o nitrogênio - devido ao grande volume de chuvas.

A explicação para a infestação está na falta de controle das pragas durante o período chuvoso, que impossibilitou qualquer manejo. Só para se ter uma idéia, em dezembro passado, na área de atuação da Cooparaíso choveu 447 mm, maior volume dos últimos 33 anos registrado nesse mês. Em janeiro foi registrada uma precipitação de 526 mm a 800 mm - também maior volume dos últimos 33 anos. A temperatura máxima registrada em foi de 28,7 º C e a mínima 19,1º C.

Segundo o coordenador técnico da Cooparaíso, Marcelo de Moura Almeida, alguns produtores fizeram o controle através de granulado de solo, porém, o excesso de águas lixiviou o produto da terra, impossibilitando a absorção e o total aproveitamento pela planta. O controle via folha também foi impossível de ser feito, devido às chuvas excessivas.

Murchamento

Já, ao contrário do cenário apresentado do final do ano passo até o carnaval, desde de 27 de fevereiro não chove, impossibilitando as últimas adubações. Sem chuvas e com temperaturas muito altas - máximas de até 32º C -, as lavouras recém-implantadas já estão apresentando murchamento.

Devido a bienalidade do café e a estiagem que acorreu nos meses de abril a agosto de 2006, a safra atual terá uma quebra de 51% na área de atuação da Cooparaiso. Em 110.369 hectares serão colhidas 1,35 milhão de sacas de 60 quilos, volume 51% menor que os 2,77 milhões de sacas da safra anterior. No sul de Minas, de acordo com a Conab, a quebra deverá ser de 38%.

As informações são do Setor de Comunicação da Cooparaíso
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