Chuvas dão trégua no Brasil mas café volta a subir

Embora a chuva tenha diminuído no Sudeste do Brasil nesta semana, os preços internacionais do café continuam subindo com força na Bolsa de Nova York. O excesso de umidade nas regiões produtoras perdura, dificultando a colheita. Ontem, os contratos do produto para entrega em setembro avançaram 4,41%, e fecharam a 165,75 centavos de dólar por libra-peso. Neste mês, o mercado acumula alta de quase 2%, justamente porque, com fortes chuvas nas primeiras semanas de junho, a colheita e a secagem do grão ficaram atrasadas.

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Embora a chuva tenha diminuído no Sudeste do Brasil nesta semana, os preços internacionais do café continuam subindo com força na Bolsa de Nova York. O excesso de umidade nas regiões produtoras perdura, dificultando a colheita. Ontem, os contratos do produto para entrega em setembro avançaram 4,41%, e fecharam a 165,75 centavos de dólar por libra-peso. Neste mês, o mercado acumula alta de quase 2%, justamente porque, com fortes chuvas nas primeiras semanas de junho, a colheita e a secagem do grão ficaram atrasadas.

Por um lado, analistas dizem que, com o início do inverno, as chuvas tendem a parar. Por outro, o atraso observado antes permanece e a oferta de café disponível segue limitada. Nesse cenário, investidores que apostavam na queda das cotações recompraram contratos que haviam vendido e ajudaram a sustentá-las. O que pode conter essa valorização é o já esperado avanço da colheita. Com a entrada da nova safra, que deve ser volumosa, a oferta fica mais confortável e os preços, mais baixos.

No mercado de grãos, o clima também é a principal influência sobre os preços. As cotações do milho voltaram a disparar, dando continuidade ao movimento da véspera. Os lotes para entrega em dezembro saltaram 5,05%, para US$ 6,24 por bushel. Isso porque o clima seco e quente no Meio-Oeste americano pode dificultar a polinização dos milharais e reduzir a produtividade. Acompanhando o milho, o trigo subiu 0,81%. Já a soja caiu 0,86%, pois investidores embolsaram lucros.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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