Chuvas: confira a previsão para os próximos seis meses

A SOMAR Meteorologia trabalha com duas simulações: uma é mais conhecida do público e tem validade de seis meses. A saída dela é uma previsão mensal de precipitação e temperatura, com seus desvios. Ela, no início de outubro, indicou diminuição drástica das chuvas no centro e sul do Brasil nos próximos meses. Já a previsão de nove meses, que tem uma saída diária e é mais completa, ainda indica diminuição das chuvas, mas não aconteceria nada drástico, pelo menos nas áreas de café.

Publicado por: CaféPoint

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As previsões das últimas semanas oscilaram bastante. Um aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico (aquecimento no centro do Oceano ao invés de mais próximo da costa da América do Sul) acendeu um sinal de atenção: talvez não tenhamos um verão tão próximo do El Niño como muitos imaginam. Tal situação já foi vivida entre 2004 e 2005, quando as precipitações "cortaram" em fevereiro no centro e sul do Brasil.

A SOMAR Meteorologia trabalha com duas simulações: uma é mais conhecida do público e tem validade de seis meses. A saída dela é uma previsão mensal de precipitação e temperatura, com seus desvios. Ela, no início de outubro, indicou diminuição drástica das chuvas no centro e sul do Brasil nos próximos meses. Já a previsão de nove meses, que tem uma saída diária e é mais completa (é possível saber o comportamento do tempo dia-a-dia para todas as cidades do Brasil), ainda indica diminuição das chuvas, mas não aconteceria nada drástico, pelo menos nas áreas de café.

Trabalhando com a previsão mais atualizada e, em tese, mais próxima do que será a realidade, em novembro, ainda há previsão de precipitações acima da média no norte do Paraná e oeste de São Paulo. Entretanto, entre a segunda quinzena de dezembro e primeira quinzena de janeiro, as precipitações diminuem consideravelmente.

A região viverá apenas de pancadas de fim de tarde associadas com o calor. E isto significa que as precipitações serão localizadas, não atingindo todas as áreas produtoras. Por enquanto, as previsões indicam chuvas fortes por volta de meados de janeiro, mas boa parte da segunda quinzena do mês voltará a ficar seca. Em fevereiro, volta a chover forte, mas entre março e início de maio, as chuvas virão a cada vinte ou vinte cinco dias.

Na Mogiana e Sul de Minas Gerais, as frentes frias passarão mais rapidamente pela região, trazendo chuvas fortes, porém de curta duração e a cada 15 dias aproximadamente. Tal situação deverá ser verificada em novembro e dezembro. Já em janeiro e fevereiro, as frentes frias mais estacionadas sobre o Sudeste farão com que tenhamos "invernadas". A partir de março, as precipitações diminuem consideravelmente, permanecendo uma condição de tempo seco no outono e inverno.

No Cerrado de Minas Gerais, as frentes frias não deverão organizar chuvas generalizadas durante a maior parte do mês de novembro. A previsão é de chuvas associadas com o calor da tarde e, portanto, mais isoladas. Apenas entre dezembro e janeiro, as frentes frias trarão chuvas mais intensas e freqüentes à região. Entre fevereiro e março retorna uma condição de sol, calor e algumas pancadas de chuva de fim de tarde. No outono e inverno, não há, por enquanto, previsão de grandes acumulados ou chuvas freqüentes.

Na Zona da mata de Minas Gerais e Espírito Santo, depois de vários meses de estiagem, a previsão é de chuvas intensas e frequentes até pelo menos o mês de março. Serão poucos os períodos secos mais duradouros (apenas entre aproximadamente 07 e 15 de janeiro). A partir de abril, no entanto, as precipitações devem diminuir de forma drástica nas duas regiões.

Por fim, no sul da Bahia, apesar das chuvas fortes deste fim de outubro, a tendência é de maior irregularidade na ditribuição das chuvas em novembro. Boa parte da segunda quinzena apresentará tempo seco. Já em dezembro, as frentes frias mais estacionadas sobre a região trarão chuvas fortes e frequentes (invernadas). A partir de janeiro, retornará uma condição de chuvas fortes de curta duração alternadas com períodos de tempo seco que durarão de quinze a vinte cinco dias. Tal situação será registrada até pelo menos o início de abril.

As informações são de Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.
Equipe CaféPoint
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