Christian Santiago: mercado exige café sustentável
O mercado externo busca um produto sustentável e socialmente justo. O Brasil, neste aspecto, possui inúmeras vantagens já que pode associar o café com programas de preservação de matas nativas, manutenção de nascentes e rios, além de programas de educação no campo. O café brasileiro atende a todo tipo de demanda do mercado, segundo Christian, já que a diversidade brasileira possibilita encontrar grãos apropriados para uso tanto em blends especiais quanto em solúveis, expressos entre outros.
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Christian coordena o Programa Setorial Integrado para a Exportação do Café Industrializado - PSI, que é um projeto do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo- Sindicafé-SP, em convênio com a Agência de Promoção de Exportações - APEX e tem como principal objetivo ampliar o perfil exportador brasileiro com o café torrado e moído, agregando valor ao produto e alavancando as vendas para o mercado externo.
Segundo Santiago, os principais mercados importadores de café torrado e moído brasileiro são os EUA, com 66%, seguido pela Europa (20%) e Japão, que responde por 6% do total. O Mercosul, que é um mercado ainda pouco explorado, de acordo com Santiago, representa 5% das importações.
A receita obtida de janeiro a dezembro de 2006 com as exportações de café torrado e moído ficaram em US$ 23,707 milhões para esses mercados, frente a um total de US$ 24,473 milhões, representando 96,8%. No Mercosul, o Chile, mesmo com pequena participação, já é um consumidor antigo de café brasileiro, por outro lado, Argentina, Uruguai e Paraguai representam uma possibilidade de novos mercados, de acordo com Santiago. Além disso, a distância do Mercosul em relação ao demais mercados importadores é bem menor podendo trazer algumas reduções de custos.
Com relação às opções de comercialização no mercado externo, Christian citou algumas vias de acesso como o varejo importador, os distribuidores de alimentos e os importadores em geral. No entanto, ressaltou que a nova tendência é exportar o produto para a própria empresa no exterior e vender tal produto com nota fiscal local. Esta estratégia de venda deve-se ao fato de que algumas empresas, que compram esse café vindo do Brasil, não possuem licença para adquirir produtos importados, sendo necessário, portanto, a emissão de uma nota fiscal do próprio país para que a comercialização seja possível.
De acordo com Christian, o mercado externo busca um produto sustentável e socialmente justo. O Brasil, neste aspecto, possui inúmeras vantagens já que pode associar o café com programas de preservação de matas nativas, manutenção de nascentes e rios, além de programas de educação no campo. O café brasileiro atende a todo tipo de demanda do mercado, segundo Christian, já que a diversidade brasileira possibilita encontrar grãos apropriados para uso tanto em blends especiais quanto em solúveis, expressos entre outros.
Finalizou ressaltando a importância do planejamento para quem deseja exportar seu produto, desde a participação em eventos internacionais até a definição de recursos humanos e financeiros. Um bom projeto, segundo Christian, necessita de um plano de ação para um mínimo de 18 meses, além do desenvolvimento de pacotes promocionais para as exportações.
Rodrigo Cascalles, Equipe CaféPoint.
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