O consumo de café na China aumenta mais de 20% ao ano, ilustrando a aparente ocidentalização do antigo império do chá, segundo relatos publicados nesta segunda-feira na imprensa chinesa. Um dos beneficiários deste boom é a rede norte-americana Starbucks, empresa que em apenas dez anos já abriu "mais de 300 cafés" na China e espera chegar "aos milhares num futuro próximo", de acordo com o jornal China Daily.
"Até agora a crise financeira não afetou muito os nossos negócios na China e vamos continuar a seguir a estratégia que tínhamos planejado", disse um responsável pela rede. A companhia anunciou o fechamento de 600 lojas nos Estados Unidos, de retorno considerado insatisfatório.
Em Pequim ou em Xangai, pelo contrário, as receitas da Starbucks têm aumentado "mais de 30% ao ano", disse o China Daily. O café não é, contudo, barato: uma xícara custa 14 iuans (cerca de R$ 4,5), quase o dobro de um maço de cigarro ou de um litro de gasolina.
Quando a Starbucks abriu o primeiro café em Pequim, em 1999, alguns analistas disseram que a operação - num país onde tradicionalmente o chá é a bebida mais popular -, seria o mesmo que tentar vender viagra no Vaticano. Dez anos depois, a cadeia tem 69 cafés na capital chinesa, incluindo em Badaling, a região mais concorrida próxima à Grande Muralha.
"Xing Ba Ke" (Starbucks, em chinês) é hoje um nome familiar entre os jovens e os seus cafés, com acesso gratuito à internet sem fio, tornando-se um popular local de encontro. "Embora o mercado de café na China esteja crescendo rapidamente (20% a 25% ao ano), o consumo per capita é ainda baixo", frisou o China Daily. As informações são da Lusa - Agência de Notícias de Portugal.
China: Império do Chá também gosta de café
O consumo de café na China aumenta mais de 20% ao ano, ilustrando a aparente ocidentalização do antigo império do chá, segundo relatos publicados nesta segunda-feira na imprensa chinesa. Um dos beneficiários deste boom é a rede norte-americana Starbucks, empresa que em apenas dez anos já abriu "mais de 300 cafés" na China e espera chegar "aos milhares num futuro próximo", de acordo com o jornal China Daily.
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