Chile: vendas de café aumentam de maio a agosto

Nesses dias em que o frio está predominando pelas manhãs, é comum ver chilenos tomando café para enfrentar as baixas temperaturas. O consumo dessa bebida no Chile tem aumentado de maneira crescente nos últimos anos - em 2005, o consumo per capita de café solúvel era de 188 gramas, enquanto em 2009, chegou a 212 gramas -, o que tem levado a indústria a diversificar sua oferta.

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Nesses dias em que o frio está predominando pelas manhãs, é comum ver chilenos tomando café para enfrentar as baixas temperaturas. O consumo dessa bebida no Chile tem aumentado de maneira crescente nos últimos anos - em 2005, o consumo per capita de café solúvel era de 188 gramas, enquanto em 2009, chegou a 212 gramas -, o que tem levado a indústria a diversificar sua oferta.

Isso vem ocorrendo através da instalação de grandes cadeias de cafeterias internacionais, como é o caso da Starbucks e da Juan Valdez, enquanto nas prateleiras dos supermercados proliferam as versões premium de café.

Apesar de os distribuidores e das cafeterias dizerem que os chilenos incorporaram o café como uma bebida de consumo habitual, os meses frios que vão de maio a agosto seguem sendo a época do ano em que mais aumentam as vendas com um aumento que chega a 25% no caso do varejo (supermercados e grandes lojas).

Nesse sentido, o gerente de marcas de bebidas quentes, culinários e snacks da Tresmontes Lucchetti, Cristián Cooper, que distribui as marcas de café Gold e Monterrey, disse que "as vendas no inverno aumentam devido às baixas temperaturas e os dias mais curtos que fazem com que uma xícara de café seja muito mais valorizada".

O gerente comercial da cadeia colombiana Juan Valdez, Sebastián Mejía, tem uma opinião similar, destacando que, no inverno, a necessidade de consumir bebidas quentes eleva de maneira substancial o fluxo de clientes. "No inverno temos um aumento muito importante em todo o varejo, onde se concentra 70% de nossas vendas, enquanto nas cafeterias, sobre fortemente o consumo de café expresso, cappuccino e latte".

No Chile, a indústria de bebidas quentes que, além do café inclui chá e infusões, fatura cerca de US$ 385 milhões anuais e a tendência aponta ao desenvolvimento do mercado concentrado cada vez mais em produto premium.

À medida que tem passado os anos, os chilenos cada vez mais desejam provar novos sabores de café, o que tem provocado uma maior auto-exigência por parte das firmas.

Cooper disse que, "como em todas as categorias, o consumidor chileno de café tem se tornado mais exigente quanto à qualidade dos produtores que consome. O maior acesso à cultura do café de outros países, graças à televisão paga e à maior facilidade para viajar, tem gerado uma espécie de cultura dessa bebida nas zonas urbanas, que se evidencia no aparecimento de cafés premium".

Ele disse que, em média, a idade de início do consumo mudou, passando dos 20 anos (ao entrar na universidade) aos 16-17 anos, com bebidas doces de café como Vienois (com chocolate), cappuccino e Machiatto. Em 2009, as vendas de café nos supermercados e armazéns tradicionais subiram 9,2%.

A reportagem é do LaNacion.cl, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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