Certificação de propriedades favorece o ecossistema

A implantação de certificação sócio-ambiental na administração das lavouras pode ser uma das ferramentas determinantes para a conservação do ecossistema, paralelo às atividades agropecuárias. Estudo realizado pela Esalq/USP em parceria com o Imaflora mostra que, além de ser considerado um diferencial importante para agregar valor e acessar novos mercados, as condições de trabalho e a remuneração nas propriedades certificadas são melhores.

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A implantação de certificação sócio-ambiental na administração das lavouras pode ser uma das ferramentas determinantes para a conservação do ecossistema, paralelo às atividades agropecuárias. Estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), mostra que, além de ser considerado um diferencial importante para agregar valor e acessar novos mercados, as condições de trabalho e a remuneração nas propriedades certificadas são melhores.

O trabalho comparou propriedades de café com e sem o controle sustentável. Entre os principais benefícios apresentados pelas propriedades certificadas estão a redução no desmatamento, além de maior área destinada à conservação de matas ciliares. Além disso, o uso de agrotóxicos e a produção de resíduos, tanto de esgoto como de lixo, foram considerado mais seguros.

Segundo Luiz Fernando Guedes, secretário executivo do Imaflora, estes itens são os que mais apresentam problemas nas lavouras de café. "Também notamos que as propriedades certificadas oferecem mais segurança no trabalho, com alojamentos, alimentação e salários acima da média do mercado", disse. "No primeiro trimestre de 2009, quatro novas fazendas de café foram credenciadas, totalizando 1,93 mil hectares. A projeção é que a certificação de café cresça 50% neste ano".

Em 2008, o Imaflora estima que 700 mil sacas de café certificadas foram produzidas. Deste total, cerca de 200 mil foram comercializadas com o selo. Entretanto, não foi possível avaliar quanto o mercado paga a mais pela sustentabilidade. "Tivemos dificuldades no acesso às planilhas dos produtores. Mas é certo que o sistema é benéfico e favorece o acesso a mercados mais criteriosos".

Embora seja benéfica, o alto custo na implantação da certificação torna a prática vulnerável a crises econômicas e queda nos preços, fatores que limitam investimentos em normas sustentáveis.

A reportagem é de Roberto Tenório, da Gazeta Mercantil, resumida pela Equipe CaféPoint.
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José Antônio dos Reis
JOSÉ ANTÔNIO DOS REIS

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 30/04/2009

Prezados Senhores:

Diante dessa situação, a saída é se juntar ao Governo de Minas que criou um Selo de Certificação do Governo do Estado em parceria com uma Certificadora Internacional. Este sistema já certificou 381 propriedades, em Minas, no ano de 2008.

José Antônio