Doze anos depois da primeira solicitação, os produtores de café do Cerrado Mineiro entraram no INPI com um pedido de Denominação de Origem (DO) na sexta-feira (19), para substituir a atual Indicação de Procedência (IP), concedida em 2005.
Tanto a IP quanto a DO são variações da Indicação Geográfica. Porém, a segunda é mais complexa e valorizada porque exige a comprovação de que a qualidade do produto decorre de fatores humanos ou naturais. No caso do café, o sabor diferenciado seria fruto da amplitude térmica, da altitude e das poucas chuvas na época da colheita.
Ao retomar este sonho antigo, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que reúne mais de 2.500 produtores, tenta ampliar ainda mais os benefícios da IP. O certificado foi um dos fatores para que a saca de café tivesse um acréscimo de R$ 5 a R$ 10 no mercado.
Agora, a meta é ampliar a produção e as exportações - o Cerrado Mineiro produz anualmente cinco milhões de sacas de café, sendo que 70% delas são vendidas para o exterior, com destaque para Estados Unidos e Japão.
Além disso, os produtores locais de café querem desenvolver o turismo na região. Eles se distribuem em 55 cidades do Alto Paranaíba, Noroeste e Triângulo Mineiro.
A Indicação Geográfica é um serviço da Coordenação-Geral de Outros Registros, da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros, do INPI. O Projeto de Denominação de Origem da Região do Cerrado Mineiro contou com o apoio do SEBRAE.
As informações são do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Cerrado Mineiro terá Denominação de Origem
Doze anos depois da primeira solicitação, os produtores de café do Cerrado Mineiro entraram no INPI com um pedido de Denominação de Origem (DO) na sexta-feira (19), para substituir a atual Indicação de Procedência (IP), concedida em 2005. Tanto a IP quanto a DO são variações da Indicação Geográfica. Porém, a segunda é mais complexa e valorizada porque exige a comprovação de que a qualidade do produto decorre de fatores humanos ou naturais. No caso do café, o sabor diferenciado seria fruto da amplitude térmica, da altitude e das poucas chuvas na época da colheita.
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