Estes grãos mais novos, com cerca de 30% de catação, foram negociados entre R$ 240,00/sc e R$ 255,00/sc, dependendo da origem. Com a alta nos preços, o físico brasileiro esteve mais movimentado em maio, sobretudo para os cafés mais finos da safra 2008/09. Muitas empresas entraram no mercado demandando volumes significativos de café, chegando a pagar acima dos R$ 270,00/sc para os lotes de melhor qualidade. Apesar disso, a liquidez foi limitada, por conta da restrição vendedora, que aguardavam informações sobre os leilões de opções públicas de venda de café.
De acordo com o Ministério da Agricultura, serão realizados quatro leilões de opção, em que o governo se compromete a comprar até 3 milhões de sacas entre novembro de 2009 e março de 2010, com o preço da saca devendo variar de R$ 303,00 a R$ 320,00. Quanto ao arábica tipo 7 bebida rio, destinado principalmente ao consumo interno, a reduzida disponibilidade deste tipo de café da safra 2008/09 deu suporte aos preços. Este grão, que era cotado a cerca de R$ 200,00/sc em abril, foi negociado por volta de R$ 225,00/sc em maio, dependendo da qualidade e origem.
No dia 7 de maio, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a segunda estimativa de produção brasileira de café da safra 2009/10. De acordo com o relatório, o país deverá colher 39,07 milhões de sacas de 60 kg (arábica e robusta), o que representa uma redução de 15% em relação à temporada anterior. A produção do café arábica representa 72,49% (28,3 milhões de sacas de café beneficiado) do total.
Dólar fraco limita alta dos preços
Em maio, os preços internacionais do café arábica dispararam na Bolsa de Nova York (ICE Futures). O contrato para entrega em julho teve média 137,40 centavos de dólar por libra-peso no dia 29 de maio, forte alta de 13,7% em relação ao dia 4. Diante disso, as cotações evoluíram significativamente no físico brasileiro, mas em percentual menor.
Parte da reação doméstica foi contida pela desvalorização de dólar frente ao Real - cotado a R$ 1,97 no dia 29, queda de 7,3% no mesmo período. A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 268,02/saca de 60 kg, aumento de 3% em relação à do mês anterior.

As informações são do Cepea.