A colheita do arábica, que já começou lentamente em todas as praças de comercialização em abril, deve ter início efetivo na segunda quinzena de maio nas regiões do Cerrado, Mogiana e de Garça, onde a maturação dos grãos segue em bom ritmo, de acordo com agentes locais. No Paraná, os trabalhos de campo estão um pouco mais adiantados.
De modo geral, o clima favoreceu a maturação dos grãos nas lavouras. No entanto, ainda não havia lotes prontos para comercialização em abril, uma vez que os grãos ainda passariam pelas etapas de secagem e de beneficiamento. O ritmo lento da comercialização de arábica observado em abril também esteve atrelado à fraqueza do dólar em relação ao Real, à retração de produtores e à disparidade dos patamares de preços de compra e de venda.
Os poucos negócios efetivados envolveram, sobretudo os cafés mais finos, demandados principalmente por exportadores. Grande parte dos cafeicultores manteve-se afastada do mercado, no aguardo de novas informações a respeito da implementação do programa de leilões de opções públicas de venda de café e revisão do preço mínimo de garantia.
No dia 30 de maio, o Conselho Monetário Nacional (CMN), divulgou o novo preço mínimo para o café. O valor mínimo básico do café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor, foi elevado de R$ 211,75 por saca de 60 kg para R$ 261,69 por saca de 60 kg, o que representa reajuste de 23,6%. Quanto aos leilões de opções públicas de venda de café, o setor segue no aguardo do lançamento do programa.
Em abril, os futuros de arábica estiveram praticamente estáveis na bolsa de Nova York (ICE Futures). De 1º a 30 de abril, o contrato com vencimento em julho recuou apenas 0,5%, cotado a 115,90 centavos de dólar por libra-peso no último dia do mês. A fraqueza do dólar frente ao Real, porém, limitou a firmeza das cotações no físico. A moeda norte-americana recuou 4% no mesmo período, cotada a R$ 2,188/US$ no dia 30.
Diante deste cenário, as comercializações no físico brasileiro seguiram em ritmo pouco satisfatório. A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 260,10/sc de 60 kg, recuo de 0,9% em relação à média do mês anterior.

As informações são do Cepea.