Arábica
Segundo Análise Conjuntural do Cepea, em setembro, os preços do café arábica subiram, impulsionados pela seca. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica teve média de R$ 259,15/sc de 60 kg, alta de 1,81% sobre agosto. Os principais vendedores foram produtores e cooperativas que participaram dos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), ocorridos em junho e julho - isso porque os preços do grão ultrapassaram os R$ 260,00/sc de 60 kg, valor mínimo que lhes garante o recebimento do prêmio oferecido pelo governo. Já os cafeicultores que não participaram desses leilões preferiram ofertar um volume menor ou escoar o produto de menor qualidade, na expectativa de novas altas.
A continuidade do clima quente e seco nas lavouras de café arábica do Brasil em setembro aumentou a preocupação de agentes do setor. Chuvas são bastante importantes neste período para a abertura das floradas que vão ditar a proporção da safra 2008/09, cuja colheita inicia em maio do ano que vem. A situação esteve mais crítica no Sul de Minas Gerais, responsável pela metade da produção de arábica do Brasil.
Nem mesmo o sistema de irrigação foi suficiente para recuperar a vitalidade das plantas, já bastante debilitadas pela estiagem e pelo forte calor. Nesta região, no Paraná e em São Paulo, comentava-se em uma quebra de safra em torno de 10% no fim de setembro. No Paraná, a redução só não foi maior porque a umidade do solo, resultado das chuvas abundantes de julho, permitiu a abertura de floradas em cerca de 40% do parque cafeeiro do estado.
Segundo produtores locais, o florescimento foi mais abundante nas regiões de solo arenito (que "segura" um maior volume hídrico) que nas de terra roxa. Entretanto, para que as flores se desenvolvam, é indispensável a ocorrência de chuva no curto prazo.
Conillon
Em setembro, os preços do café robusta subiram, impulsionados pela baixa oferta mundial, devido à entressafra dos principais países produtores: Vietnã e Brasil. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 7/8 teve média de R$ 202,01/sc de 60 kg, a retirar (ES), valorização de 2,26% sobre agosto. Para o tipo 6 peneira 13 acima, o Indicador foi de R$ 205,14/sc de 60 kg, também a retirar, alta de 2,03% no mesmo período. A demanda esteve firme, principalmente por parte de indústrias torrefadoras, que visaram abastecer o consumo doméstico. As negociações envolveram especialmente os cafés tipo 7 e 7/8 bicas corridas, propícios para a fabricação de solúveis.
A chuva ocorrida em setembro no norte do Espírito Santo, maior região produtora de robusta do Brasil, continuou favorecendo a vitalidade das plantas. Desde agosto, têm chovido nas lavouras capixabas, o que resultou na formação de flores bastante satisfatórias. Dessa forma, a próxima safra de robusta deverá ser semelhante à temporada 2007/08: boa em termos de qualidade e quantidade. Com a umidade, produtores capixabas intensificaram os tratos culturais, como a adubação e a poda nos cafezais.
Já em Rondônia, segundo maior produtor da variedade, a seca continua preocupando cafeicultores. Agentes locais comentam em uma quebra da safra 2008/09 de 20% - na temporada 2007/08, a produção de Rondônia foi de 1,3 milhão de sacas de 60 kg.
No cenário internacional, os futuros de robusta ganharam suporte não apenas das altas do arábica, devido à seca, mas também de notícias de oferta restrita no Vietnã, principal produtor mundial da variedade. Segundo a Associação de Café do Vietnã, a previsão é que a produção da safra 2007/08 totalize cerca de 15 milhões de sacas, 3,2% a menos que na safra anterior. Mesmo que o Vietnã inicie a colheita, a oferta de robusta deve entrar em circuito comercial apenas em dezembro, sustentando os preços no mercado externo nos últimos meses do ano.
Cepea: indicador arábica sobe 1,81% em set/07
Segundo Análise Conjuntural do Cepea, em setembro, os preços do café arábica subiram, impulsionados pela seca. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica teve média de R$ 259,15/sc de 60 kg, alta de 1,81% sobre agosto. Os principais vendedores foram produtores e cooperativas que participaram dos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), ocorridos em junho e julho - isso porque os preços do grão ultrapassaram os R$ 260,00/sc de 60 kg, valor mínimo que lhes garante o recebimento do prêmio oferecido pelo governo.
Publicado por: CaféPoint
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