Segundo colaboradores do Cepea, diante das fortes altas do arábica, produtores que antes idealizavam vender seus lotes de café tipo 6 bebida dura com 20% de catação a R$ 500,00/sc, agora anseiam valores maiores. As valorizações na bolsa bem como no físico brasileiro devem-se à oferta restrita de café fino. Muitos se interessaram por manter em aberto seus contratos para obter o grão no contrato de março.

Dada a escassez de café no mercado disponível, ainda faltando alguns meses para o início da colheita da safra 2011/12, vendas de arábica para entrega futura já têm sido realizadas. A maioria das negociações é para o mês de setembro, quando um maior volume da variedades deve estar disponível. Contudo, os lotes têm sido negociados um pouco abaixo dos patamares atuais. O número de negócios envolvendo grãos da safra 2011/12, contudo, ainda é bem limitado, e a disponibilidade de grãos da safra nova deve iniciar apenas em meados de junho e julho.
Na safra 2010/11, o café natural brasileiro tem sido cada vez mais procurado pelo mercado internacional, devido, principalmente, à dificuldade na obtenção de grãos suaves de outros países (como os da Colômbia e da América Central). O aumento nas exportações de café do Brasil comprova esse cenário. Considerando-se os dados do setor, no entanto, caso o desempenho dos embarques de café brasileiro e a demanda interna em 2011 continuem no mesmo ritmo de 2010, a produção nacional pode ser insuficiente. Desde agosto de 2010, quase 3 milhões de sacas de 60 kg de café verde (excluindo o solúvel) têm sido embarcadas mensalmente, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Apenas em fevereiro e março este número foi menor, porém muito acima dos mesmos meses de 2010.
As informações são do Cepea/Esalq, adaptadas pela Equipe CaféPoint.