Em agosto, os preços do café arábica no mercado brasileiro estiveram praticamente estáveis, seguindo o movimento observado em julho. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 286,17/saca de 60 kg em agosto, ligeira queda de 0,5% em relação à de julho. No acumulado do mês (entre 31 de julho a 30 de agosto), o Indicador teve leve alta de 1,2%, reforçando a firmeza das cotações.
Quanto à liquidez interna, esteve bastante limitada. No cenário internacional, os preços da variedade recuaram no correr do mês. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato de arábica com vencimento em dezembro fechou a 116,30 centavos de dólar por libra-peso no dia 30 de agosto, queda de 4,1% em relação ao dia 31 de julho. Já o dólar teve média de R$ 2,345 no mês, considerável valorização de 4,1% frente a julho.
A colheita do café arábica da safra 2013/14 em agosto esteve na reta final nas principais regiões produtoras do Brasil. No correr do mês, as atividades de campo foram favorecidas pelo clima predominantemente seco, e a expectativa era de a colheita ser finalizada em setembro em praticamente todas as regiões. No entanto, o maior volume colhido em agosto não significou aumento na liquidez no físico brasileiro.
Segundo agentes consultados pelo Cepea, as negociações da variedade estiveram bastante limitadas no mercado interno, com boa parte dos vendedores optando por segurar seus lotes, à espera de uma recuperação nos preços. Além disso, em agosto, vendedores ainda aguardavam novidades com relação ao auxílio do governo. Caso seja vantajoso entregar o café para o governo, os comentários foram de que a disponibilidade de grãos de melhor qualidade seja menor para comercialização no físico.
Quanto ao ritmo das atividades de campo, agentes do Cerrado mineiro e da Mogiana paulista indicaram que, nestas regiões, restavam cerca de 20% dos grãos para serem colhidos até o final de agosto, sendo que, em algumas áreas, já estavam no período de varrição. No Sul de Minas Gerais, ainda restavam entre 20 e 30% para serem colhidos. Já nas regiões da Zona da Mata mineira e de Garça (SP), segundo colaboradores locais, faltavam 10% dos grãos para serem colhidos. No Noroeste do Paraná, entre 15 e 20% dos grãos ainda deviam ser colhidos. Com relação à qualidade do café desta safra, varia conforme a região. No Cerrado mineiro, na Mogiana paulista e no Sul de Minas, o grão esteve um pouco melhor do que o observado na safra passada. Já na Zona da Mata mineira, em Garça e no Noroeste do Paraná, a qualidade esteve mais baixa ou aquém do esperado.
De acordo com colaboradores do Cepea, especialmente nessas regiões, o clima chuvoso no momento da colheita prejudicou a qualidade – muitos grãos caíram no chão, resultando em bebidas mais fracas. Há casos, também, de produtores que realizaram menor investimento nas lavouras. Um ponto em comum entre todas as regiões é o maior volume de grãos miúdos e mal granados, que tem resultado em menor rendimento em sacas e problemas de peneira. No período de granação do café, no início deste ano, o tempo foi seco, limitando o desenvolvimento de parte dos grãos.
As informações são do Cepea, adaptadas pelo CfePoint
Cepea: Colheita de arábica está na reta final, mas negociação segue travada
A colheita do café arábica da safra 2013/14 em agosto esteve na reta final nas principais regiões produtoras do Brasil. No correr do mês, as atividades de campo foram favorecidas pelo clima predominantemente seco, e a expectativa era de a colheita ser finalizada em setembro em praticamente todas as regiões.
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