Cepea: clima prejudica qualidade dos grãos de café

No Cerrado mineiro, a maioria dos produtores que adquiriu opções tem café de boa qualidade, de modo que a maquinação do grão para o alcance da qualidade exigida não apresentou problema de rendimento. Já no Noroeste do Paraná, o rendimento de maquinação foi baixo devido às chuvas ocorridas no momento de colheita. Na Zona da Mata mineira, 70% da safra 2009/10 é de cafés inferiores.

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O preço do café arábica teve forte alta em novembro. Apesar disso, muitos produtores preferiram exercer a entrega de grãos ao governo. Isso porque muitos já haviam preparado o café, incluindo a maquinação e o acondicionamento nas sacarias exigidas. Para os próximos vencimentos das opções, porém, a dificuldade da entrega poderá ser maior, visto que o volume de cafés de qualidade está cada vez menor.

No Cerrado mineiro, a maioria dos produtores que adquiriu opções tem café de boa qualidade, de modo que a maquinação do grão para o alcance da qualidade exigida não apresentou problema de rendimento. Já no Noroeste do Paraná, agentes explicam que o rendimento de maquinação foi baixo devido às chuvas ocorridas no momento de colheita. Dessa forma, é necessária uma quantidade maior de grãos para alcançar o volume desejado.

De acordo com colaboradores do Cepea, no Cerrado mineiro, cerca de 30% da produção atual não alcançou a classificação bebida dura para melhor, enquanto que, na safra passada (2008/09), esse percentual foi de, no máximo, 15. Nas demais regiões produtoras, a proporção de arábica com qualidade inferior é ainda maior.

Na Zona da Mata mineira, 70% da safra 2009/10 é de cafés inferiores, ao passo que, em 2008/09, esse percentual ficou em torno de 55. No Sul de Minas Gerais, 45% dos cafés colhidos são considerados de qualidade inferior, sendo que, na última safra, 85% da produção foi de café bebida dura para melhor. Na região de Mogiana paulista, 70% da temporada 2009/10 é de grãos inferiores, enquanto na safra passada esse percentual foi em torno de 20.

Em Garça (SP), agentes locais têm opiniões distintas. Enquanto alguns acham que o percentual de cafés inferiores é de 50% nesta safra, alguns arriscam dizer que mais de 70% teriam essa classificação. Nas outras temporadas, a proporção não passava de 15%. No Noroeste do Paraná, os cafés inferiores perfazem 75% da produção local, ao passo que, nas temporadas passadas era de até 40%.

As informações são do Cepea/ESALQ, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
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