De acordo com colaboradores do Cepea, comparando-se à produção anterior, a safra 2009/10 apresentou melhor qualidade e grãos mais graúdos. Em Rondônia, segundo maior produtor nacional da variedade, cerca de 60% da produção daquele estado havia sido colhida. De modo geral, as atividades de campo do robusta rondoniense ocorreram em ritmo lento quando comparadas ao mesmo período de anos anteriores.
As comercializações seguiram bastante lentas em todo o País. Os poucos negócios realizados envolveram principalmente o tipo 7/8 bica corrida da safra nova (2009/10), destinado, sobretudo, ao consumo interno - o robusta da safra 2008/09 foi pouco comercializado.
Segundo agentes de mercado consultados pelo Cepea, para o tipo 6 peneira 13 acima, os negócios foram ainda mais restritos. Diante dos baixos patamares oferecidos por compradores, cafeicultores mantiveram-se ausentes do mercado, à espera de preços mais remuneradores. O robusta rondoniense 400 defeitos, que era cotado por volta de R$ 175,00/saca de 60 kg no início do mês, foi negociado por volta de R$ 150,00/sc ao final do período.
Robusta despenca para menores níveis desde maio de 2006
As comercializações de café robusta seguiram em ritmo bastante lento em junho, devido à falta de interesse de compradores e ao desfavorável cenário internacional. Na bolsa de futuros de Londres, LIFFE, o vencimento para setembro de café robusta foi cotado a US$ 1335/t no dia 30 de junho, forte recuo de 15% sobre o dia 1º.
A média mensal do Indicador Cepea/Esalq do café robusta tipo 6 peneira 13 acima foi de R$ 188,45/sc, forte queda de 4,4% em relação à média do mês anterior - a média de junho foi a menor desde maio de 2006, em termos reais (IGP-DI). O robusta tipo 7/8 bica corrida teve média de R$ 184,56/sc, queda de 4,5% no mesmo período - ambos a retirar no Espírito Santo.

As informações são do Cepea, adaptadas pela Equipe CaféPoint.