CeCafé prevê preços melhores para exportação em 2010

O CeCafé divulgou nesta segunda-feira (11) o balanço das exportações de 2009. Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé, fez projeções para 2010 e ao que tudo indica o Brasil irá manter suas exportações em torno dos 30 milhões de sacas. Com relação à receita, ele afirma que é possível apostar em preços melhores em 2010.

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O CeCafé divulgou nesta segunda-feira (11) o balanço das exportações de 2009 e Guilherme Braga, diretor-geral do Cecafé, fez projeções para 2010.

Para 2010, as perspectivas para o mercado são animadoras. Tudo indica que o Brasil irá manter suas exportações em torno dos 30 milhões de sacas -- algo entre 13 e 14 milhões no primeiro semestre, e 16 a 17 milhões de sacas no segundo semestre.

Guilherme explicou que as exportações brasileiras no primeiro semestre deste ano serão feitas com a oferta de uma safra menor (2009/10) --a colheita do ano de baixa do ciclo bianual do arábica foi encerrada no ano passado. E os embarques do segundo semestre já absorverão a produção de uma colheita (2010/11) que deve ser maior.

Com relação à receita, é possível apostar em preços melhores em 2010. O Cecafé projeta que os embarques totais resultem em mais dólares neste ano, algo entre US$ 4,6 e US$ 4,8 bilhões.

Alguns motivos apontam para essa aguardada boa performance. Guilherme Braga lembra que os fundamentos do mercado continuam mantidos. Mesmo em crise, o consumo nos mercados mais atingidos (EUA, Japão e Europa) não mostrou queda, apenas estabilidade ou crescimento modesto (à exceção do Leste Europeu). Esse comportamento permite considerar que, com a superação da crise econômica, haja expansão no consumo em algo próximo a 2% aa (ou 2,6 milhões de sacas/ano).

Outro ponto: é possível apostar que uma provável dinâmica na oferta e na procura do produto também contribua com nossas exportações em 2010.

No caso dos arábicas, uma boa oferta, casada à retração no suprimento por parte da Colômbia e da América Central levará a um ajuste favorável na oferta/demanda, neutralizando um eventual uso de estoques dos países importadores. Com isso o Brasil mantém seus níveis de venda sem pressionar o aumento de estoques.

Na área dos cafés robusta o quadro é semelhante, com possível redução das exportações do Vietnã e provável aumento dos embarques do conillon brasileiro, que tende a se tornar mais competitivo no mercado externo.

O CeCafé projeta embarques de 2,2 a 2,4 milhões de sacas para este ano desse tipo de produto.

As informações são do CeCafé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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