Cecafé: governo possui meios para garantir liquidez

O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé), Guilherme Braga, considera que o governo tem instrumentos de política econômica capazes de garantir liquidez ao comércio exterior. Uma das medidas é a venda de moeda norte-americana, como já ocorreu recentemente por meio de leilões. Segundo ele, o governo acumulou reservas para segurar a queda do dólar e agora é momento de fazer o inverso.

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O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé), Guilherme Braga, considera que o governo tem instrumentos de política econômica capazes de garantir liquidez ao comércio exterior. Uma das medidas é a venda de moeda norte-americana, como já ocorreu recentemente por meio de leilões. Segundo ele, o governo acumulou reservas para segurar a queda do dólar e agora é momento de fazer o inverso.

Para gerar crédito interno, Braga defende, ainda, alternativa de alocação de recursos específicos, que poderiam vir da exigibilidade bancária (porcentual de 25% dos depósitos bancários aplicados obrigatoriamente no crédito rural). "Parte da exigibilidade poderia ser aplicada no financiamento interno da exportação, permitindo manter o giro das operações", informa.

Ele explica que determinados setores têm condições de direcionar a produção para o mercado interno. Outros, porém, dependem da exportação, como o agronegócio da soja, café e suco de laranja. Por isso, precisam de medidas que possam "evitar conseqüências mais sérias", como dificuldade operacional e desarticulação, principalmente em empresas de menor estrutura.

Braga ressalta que "já assistimos antes" esse movimento brusco no mercado internacional, referindo-se à forte alta dos preços das commodities, no início deste ano. Naquela ocasião, fundos de investimento recorreram ao setor como forma de proteção contra o risco. Ele acrescenta que no caso específico do café, há, ainda, a possibilidade de "aplicação de recursos ociosos" do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), estimados em cerca de R$ 500 milhões.

O diretor geral do Cecafé salienta que é possível tirar uma lição da crise do subprime nos Estados Unidos: "as influências exógenas ao mercado de café têm sido efêmeras. Os fundamentos tendem a prevalecer, pois existe uma adequação entre oferta e demanda pelo produto", garante. A matéria, de Tomas Okuda, foi publicada na Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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