
"O número das exportações de março impressiona. Em plena entressafra ter um resultado como esse, ainda mais em um ambiente em que o consumo interno está crescendo nos faz perguntar de onde está vindo tanto café", afirma Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes, de Santos.
O balanço foi divulgado ontem (07) pelo Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O diretor-geral da entidade, Guilherme Braga, salienta que o bom resultado de março, notadamente na receita, "deve-se à recuperação dos preços internacionais".

Os embarques mensais de café apresentaram, em março, o primeiro crescimento desde outubro do ano passado. Foram exportadas no mês passado, plena entressafra da cultura, 2,6 milhões de sacas, volume 15,1% superior ao registrado em fevereiro.

O balanço do Cecafé mostra ainda que na participação percentual por qualidade, o arábica mantém participação de 89%, enquanto o solúvel permanece com 10% e o robusta com 1% respectivamente.

No acumulado dos últimos doze meses, o país já comercializou 30.143.314 sacas de café, correspondentes a uma receita de US$ 4.403.238 bilhões.
Os maiores compradores do produto nacional continuam sendo a Alemanha, com 1.468.047 sacas de café (contra 1.483.638 no mesmo período do ano passado), Estados Unidos, com 1.248.311 sacas (contra 1.193.366 em 2009), Itália com 700.409 (com queda em relação a 2009, quando comprou 788.086 sacas) e Japão, com 536.096 sacas (que em 2009 comprou 609.321 sacas no período).

Os principais portos de embarque foram Santos, com uma participação de 76,2% no volume embarcado (5.604.864 sacas), Vitória, com 11,5% (845.005), e o Rio de Janeiro, com 9,7% (713.957).
As informações são do Cecafé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.