Cecafé e Abic questionam compras de café via AGF

O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, e o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Nathan Herszkowicz, questionaram a eficácia da iniciativa anunciada pelo governo de comprar café por meio de operações de Aquisição do Governo Federal (AGF), a fim de dar sustentação dos preços no mercado interno e garantir a renda do agricultor.

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O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, e o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Nathan Herszkowicz, questionaram a eficácia da iniciativa anunciada pelo governo de comprar café por meio de operações de Aquisição do Governo Federal (AGF), a fim de dar sustentação dos preços no mercado interno e garantir a renda do agricultor.

Guilherme Braga afirmou que todos elos da cadeia da cafeicultura concordam que é necessário garantir a renda dos produtores, mas ele avalia que a compra de café pelo governo não é a melhor alternativa. Na opinião de Braga, este tipo de intervenção no mercado apenas adia o problema, pois o café comprado pelo governo uma hora terá que voltar para o mercado, quando pressionará os preços. A proposta do presidente do Cecafé é de que o governo incentive os bancos a criarem linhas de financiamentos para que o setor privado adquira a safra e carregue os estoques, o que garante o fluxo de mercadoria para atender à exportação e ao mercado interno.

Nathan Herszkowicz diz que a indústria "vê com preocupação a decisão do governo de comprar café, porque outras medidas já foram tomadas, como a prorrogação de dívida e os leilões de opção de venda para retirar 3 milhões de sacas do mercado, mas os preços não reagiram".

Neste governo, diz ele, o que não faltou foi apoio do governo à cafeicultura, pois neste ano os produtores já contaram com R$ 2,5 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para diversos tipos de financiamento. Para o executivo, o fato de os leilões de opções não terem impulsionado os preços do café mostra que a disponibilidade do produto deve estar acima da demanda, mesmo com a exportação de 31 milhões de sacas na safra 2008/09 e a perspectiva de consumo de 18,2 milhões de sacas no mercado interno neste ano (ante 17,5 milhões consumidas no ano passado).

Na opinião de Herszkowicz, o Ministério da Agricultura deveria retomar as discussões sobre o documento "Agenda Estratégica da Cafeicultura", para que o setor possa chegar a propostas "mais estruturantes e definitivas".

Para Guilherme Braga, do Cecafé, o leilão de opção não proporcionou o resultado esperado pelo governo porque mais uma vez as cooperativas concentraram as compras dos títulos. Braga afirmou que o leilão seria mais eficaz se tivesse sido mais abrangente, com um universo maior de produtores podendo exercer a opção de venda da mercadoria para o governo.

As informações são da Agência Safras, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 08/08/2009

A posição do CECAFE e da ABIC não poderia ser outra. Só de imaginarem uma possibilidade dos produtores virem assumir o controle do seu produto, eles já se posicionam contrários, sem dúvida nenhuma, um posicionamento lógico e previsível.
RENATO REZENDE PAIVA
RENATO REZENDE PAIVA

VARGINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/08/2009

A sorte foi que as cooperativas atuaram a favor do produtor nos leilões de opcão, o problema foi o prazo das entregas que ocasionam custo demasiado alto para os produtores; o ordenamento da oferta (mesmo que através de compra pelo governo) se faz urgente e necessário, uma vez que os produtores são muitos e descapitalizados para conseguirem segurar a comercialização para o melhor momento.

Mesmo que os fundamentos sejam favoráveis, com perspectiva até de falta de produto (principalmente de melhor qualidade) uma vez que esta safra não deve ultrapassar os 39 milhões de sacas e a próxima aparenta não chegar a 45 milhões de sacas.
Luiz Fernando de Andrade Leite
LUIZ FERNANDO DE ANDRADE LEITE

PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/08/2009

Financiar empresas privadas para formarem estoques? Isto é um delírio... e os produtores? Qual a política de renda para os mesmos, que estão na atividade por persistência e paixão?