Carvalhaes: são poucos que acreditam em safra recorde

Estamos na entrada da safra brasileira e no auge do período de férias no hemisfério norte, quando muitos operadores estão fora do mercado, diminuindo a pressão compradora. Mesmo assim o mercado se mantém firme e comprador. Com a colheita da safra brasileira de café se aproximando do final, aumentam as visitas de analistas e operadores ao interior, para formarem opinião sobre o tamanho da safra. Voltam apreensivos com o que vêem e ouvem. Aos poucos está se formando o consenso e são poucos os que ainda acreditam em uma safra recorde.

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Os fundamentos, que apontam para um longo período de oferta apertada no mercado de café e as disputas em torno do vencimento das opções de setembro levaram as cotações do café na ICE Futures em Nova Iorque a fechar em alta todos os dias esta semana, mesmo trabalhando com bastante volatilidade no decorrer do pregão.

Estamos na entrada da safra brasileira e no auge do período de férias no hemisfério norte, quando muitos operadores estão fora do mercado, diminuindo a pressão compradora. Mesmo assim o mercado se mantém firme e comprador.

Com a colheita da safra brasileira de café se aproximando do final, aumentam as visitas de analistas e operadores ao interior, para formarem opinião sobre o tamanho da safra. Voltam apreensivos com o que vêem e ouvem. Aos poucos está se formando o consenso e são poucos os que ainda acreditam em uma safra recorde. A produção brasileira deve ter ficado ao redor dos números da CONAB, provavelmente um pouco acima.

Para quem não está interessado em alta, o jeito agora é começar a falar no tamanho da próxima safra, que será de ciclo baixo e, portanto menor do que a atual. Já se ouve algumas análises afirmando que a próxima safra poderá ter o tamanho desta ou ficar muito próxima.

Os estoques de café certificado na ICE Futures US continuaram caindo esta semana.

O CECAFÉ - Conselho dos Exportadores de Café Verde, informou que no último mês de julho foram embarcadas 2 441 262 de sacas de 60 kg de café, 8% (175 769) sacas a mais que no mesmo mês de 2009 e 14% (304.639 sacas) a mais que no último mês de junho. Foram 2.014.421 sacas de café arábica e 154.700 sacas de café conillon, totalizando 2.169.121 sacas de café verde, que somadas a 268.604 sacas de solúvel e 3.537 sacas de torrado, totalizaram 2.441.262 sacas de café embarcadas.

Até o dia 12, os embarques de agosto estavam em 452 771 sacas de arábica e 22 457 sacas de conillon, somando 475 228 sacas de café verde, mais 35 415 sacas de solúvel, contra 814 731 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 12, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 1 177 814 sacas, contra 1 155 833 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque - ICE, do fechamento do dia 6, sexta-feira, até o fechamento do dia 13, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 810 pontos ou US$ 10,72 (R$ 19,00) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 6, a R$ 390,39/saca e sexta-feira, dia 13, a R$ 410,68 /saca.

As informações são do Escritório Carvalhaes, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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