Carvalhaes: mercado do café oscila à base de dúvidas

O mercado futuro de café oscilou bastante, mas não repetiu a forte queda da semana passada. As cotações continuam refletindo as incertezas com o tamanho da crise econômica americana, mas sofreram também com a boataria a respeito do tamanho da próxima safra brasileira e mundial de café, de acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes. "As estimativas privadas acabam encontrando espaço no mercado devido à falta de análise e esclarecimentos, por parte dos responsáveis pelas estimativas oficiais, sobre as dúvidas dos operadores quando confrontam os embarques e o consumo interno brasileiro com as estimativas oficiais dos últimos ano safras, principalmente o 2007/2008", afirma o Escritório.

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O mercado futuro de café oscilou bastante, mas não repetiu a forte queda da semana passada. As cotações continuam refletindo as incertezas com o tamanho da crise econômica americana, mas sofreram também com a boataria a respeito do tamanho da próxima safra brasileira e mundial de café, de acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes.

"Aproveitando a insegurança e a desorientação dos operadores com o cenário de crise, onde as posições e opiniões de analistas e técnicos mudam com rapidez espantosa, estimativas - que não se sabe como são feitas (a produção brasileira está espalhada em mais de 10 Estados e a mundial em mais de 40 países) - são lançadas no mercado, gerando desconfiança e dúvidas sobre os números da safra do Brasil apresentados pelo governo brasileiro, através da Conab e do IBGE, e da mundial, levantados pela OIC (Organização Internacional do Café)", ressalta o Carvalhaes.

"As estimativas privadas acabam encontrando espaço no mercado devido à falta de análise e esclarecimentos, por parte dos responsáveis pelas estimativas oficiais, sobre as dúvidas dos operadores quando confrontam os embarques e o consumo interno brasileiro com as estimativas oficiais dos últimos ano safras, principalmente o 2007/2008", afirma o Escritório.

Carvalhaes comenta que existe dificuldade para levantar a safra de café em um país de dimensões continentais como o Brasil e, por esta razão, continua acreditando que a Conab, utilizando a experiência dos técnicos da Embrapa e das secretarias estaduais de agricultura, reúne as melhores condições para fazer a previsão da safra brasileira. "É preciso mais transparência e rápidos esclarecimentos sobre as dúvidas que aparecem para que esta estimativa se imponha no mercado", conclui.
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Samuel Henrique Fornari
SAMUEL HENRIQUE FORNARI

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 31/03/2008

Parabéns Carvalhaes, tenho acompanhado seus relatórios e me parecem os mais sensatos ultimamente. Tenho procurado levantar essa bandeira por onde escrevo e converso. Se queremos acabar com essa especulação exagerada de safra, temos que ter credibilidade em nossos números oficiais.

Concordo plenamente que a Conab é a mais capacitada para tal levantamento, só não sei se os erros acontecem por ingerências políticas ou qualquer outra coisa. O fato é que quem paga o preço dessa especulação toda é sempre o lado mais fraco. Outra coisa que deixa o setor nas escuras é em relação aos estoques. Penso que as cooperativas deveriam ser obrigadas a divulgar ao menos a seus cooperados o volume de café em seus armazéns mensalmente.

Elas alegam ser informações estratégicas, mas dessa forma estamos distorcendo o conceito básico de cooperativa. Estratégica para a empresa e um desastre ao produtor que toma suas decisões no escuro? Então, deveriam apenas ser uma empresa comercial e não carregar o status de cooperativa. Cooperativa é do produtor e para o produtor. Enfim, não consigo entender essas maracutaias que existem no setor café.

CNC, lute por credibilidade e não se a safra é x, y ou z. Transparência é fundamental. O dia que tivermos isso, a opinião do produtor será muito mais respeitada. Acorda CNC. Acorda setor café. Acorda Brasil!