Tivemos mais uma semana de mercado firme, com muito interesse pelos lotes da nova safra brasileira. Os lotes oferecidos foram disputados por diversos compradores e rapidamente negociados. O bom tempo nas regiões produtoras colabora com os serviços de colheita, que avançam com rapidez. Os produtores mostram tranquilidade e não se nota pressão vendedora neste início de ano-safra.
No mercado físico brasileiro há muita procura por café de qualidade para cumprir o grande volume de contratos negociados com traders e torrefações internacionais. Nos últimos anos, devido à falta de lotes de despolpados da América Central e Colômbia, em volume suficiente para atender suas necessidades, esses compradores testaram e aprovaram os arábicas brasileiros de qualidade.
As grandes torrefações internacionais aumentaram fortemente suas compras de cafés de ponta no Brasil, e agora nossos exportadores trabalham para cumprir seus contratos.
Os fundamentos continuam mostrando estoques muito baixos e um equilíbrio precário entre produção e consumo mundial. Em curto e médio prazo não existem condições de alterações significativas nesses números.
Apesar do bom desempenho das exportações do Brasil, maior exportador de café do mundo, as exportações mundiais de arábica, nos últimos doze meses encerrados em maio de 2010, totalizaram 59,29 milhões de sacas, contra 63,29 milhões no período anterior. Os embarques mundiais de robusta no período foram de 32,8 milhões de sacas, em comparação com 35,23 milhões de sacas no ano anterior.
Os estoques de café certificado na ICE Futures US caem dia após dia, sem condições do quadro ser revertido a curto prazo (os lotes certificáveis que aparecem no mercado são vendidos por preços bem acima dos da ICE). A nova safra de café da Colômbia e da América Central, aceitos para certificação na ICE, só começará a entrar no mercado no final de novembro, encontrando o mercado físico com estoques baixos, ávido por arábica lavado, as vésperas do inverno no hemisfério norte, época em que o consumo é mais forte. Em 1º de julho, os estoques da ICE eram de apenas 2.204.264 scs (aproximadamente 7 800 contratos). Caíram 117.325 scs no último mês de junho e 1.410.672 scs em um ano, quase 40%. O número atual de contratos em aberto na posição de setembro próximo é de 93.508, tornando a situação bastante delicada.
Nos últimos anos a economia mundial se expandiu fortemente, bem acima do mercado de café. Ficamos fazendo cálculos de alta em cima de números históricos, sem levar em consideração que o cenário se modificou profundamente.
Até o dia 30, os embarques de junho estavam em 1.411.729 sacas de arábica e 134.236 sacas de conillon, somando 1.545.965 sacas de café verde, mais 179.637 sacas de solúvel, contra 2.231.732 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 30, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 2.164.328 sacas, contra 2.485.751 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque - ICE, do fechamento do dia 25, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 2, caiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 460 pontos ou US$ 6,09 (R$ 10,81) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 25, a R$ 397,47/saca e sexta-feira, dia 2, a R$ 385,99/saca.
As informações são do Escritório Carvalhaes, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Carvalhaes: mais uma semana de mercado firme
Tivemos mais uma semana de mercado firme, com muito interesse pelos lotes da nova safra brasileira. Os lotes oferecidos foram disputados por diversos compradores e rapidamente negociados. O bom tempo nas regiões produtoras colabora com os serviços de colheita, que avançam com rapidez. Os produtores mostram tranquilidade e não se nota pressão vendedora neste início de ano-safra.
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