Carvalhaes: cenário inédito na cafeicultura brasileira

Como o consumo global está crescendo 2% ao ano (aproximadamente 2,5 milhões de sacas), para manter nossa participação no mercado mundial, no próximo ano-safra 2008/2009 precisaremos de 45 milhões de sacas e no seguinte, 2009/2010, de 45,9 milhões. Portanto de 90,9 milhões de sacas, com estoques remanescentes praticamente zerados e já utilizando nestes 3 meses os primeiros cafés da próxima safra. È um cenário inédito na longa história da cafeicultura brasileira.

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As exportações brasileiras de café em março totalizaram 2.275.475 sacas de 60 kg. No atual ano safra (2007/2008), nossas exportações já acumulam 21.073.416 sacas (julho/07 a março/08) e o consumo interno, adotando-se 17 milhões de sacas como consumo anual, já industrializou aproximadamente 12,75 milhões de sacas. Portanto, entre o início de julho de 2007 e o final de março de 2008, para atender nossas necessidades de exportação e consumo, utilizamos 33.823.416 sacas de café de nossos estoques e da atual safra (a última estimativa da safra 2007, divulgada pela CONAB em janeiro, foi de 33.740.000 de sacas).

Mantendo o ritmo atual, nos três últimos meses - abril, maio e junho - que faltam para o término do ano safra 2007/08, necessitaremos de aproximadamente mais 10,3 milhões de sacas (6 milhões para exportação e 4,3 milhões para o consumo interno), totalizando 44,12 milhões. Fica evidente que para atender nestes três meses nossos compromissos na exportação e no consumo, teremos de lançar mão do que resta de estoques nos armazéns e dos primeiros lotes da nova safra, que começa a ser colhida a partir deste mês de abril.

Como o consumo global está crescendo 2% ao ano (aproximadamente 2,5 milhões de sacas), para manter nossa participação no mercado mundial, no próximo ano-safra 2008/2009 precisaremos de 45 milhões de sacas e no seguinte, 2009/2010, de 45,9 milhões. Portanto de 90,9 milhões de sacas, com estoques remanescentes praticamente zerados e já utilizando nestes 3 meses os primeiros cafés da próxima safra. È um cenário inédito na longa história da cafeicultura brasileira.

Até o dia 3, os embarques de abril estavam em 240.727 sacas de café arábica e 10.880 sacas de café conillon, somando 251.607 sacas de café verde, contra as 252.798 sacas no mesmo dia de março. Também no dia 3, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 238.182 sacas, contra os 314.468 pedidos no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque - ICE, em uma semana (do fechamento do dia 27 até o fechamento de ontem), caiu 125 pontos ou US$ 1,65 (R$ 2,83) por saca nos contratos para entrega em maio próximo. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam, no dia 27, a R$ 304,56/saca e, ontem, dia 3, a R$ 298,21/saca. Hoje, também nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 60 pontos.

As informações são do Escritório Carvalhaes.
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