O mercado de café apresentou-se estável na semana passada apesar da turbulência na economia mundial com a crise financeira internacional. Os contratos de café na ICE Futures US fecham a semana em alta, e os preços no mercado físico brasileiro permaneceram estáveis, com a liquidez dos negócios variando dia a dia, acompanhando as contínuas e fortes oscilações do dólar frente ao real.
Estamos chegando ao final de maio e, como todos os anos, só agora a colheita de café arábica começa a tomar impulso. Muitos produtores que iniciaram os trabalhos no início do mês foram obrigados a interrompê-los devido à alta incidência de grãos verdes nos cafeeiros. Portanto, somente na segunda quinzena de junho começaremos a ter, em um volume razoável, lotes de qualidade prontos para serem entregues aos compradores. Muitos desses primeiros cafés serão usados para cumprir contratos de venda fechados pelos cafeicultores nos últimos seis meses e, por conseguinte, não chegarão a ser ofertados no mercado físico brasileiro. Com um estoque de passagem na prática inexistente e uma grande demanda pelos cafés brasileiros de qualidade, a entrada da nova safra é esperada com ansiedade pelos compradores.
Nos últimos anos, as grandes torrefações internacionais testaram nossos cafés de qualidade junto a seus consumidores e a aceitação foi muito boa. A consequência dessa aceitação foi um forte aumento nas compras antecipadas de cafés brasileiros de qualidade. O Brasil agora alia oferta de cafés finos, naturais e lavados, em bons volumes e preços competitivos, à nossa conhecida confiabilidade como embarcadores e parceiros comerciais. Nossos cafeicultores mostraram sua competência na produção desses cafés, e se forem remunerados com preços que compensem o trabalho e os altos investimentos necessários (o que não aconteceu até o momento), temos certeza que a produção de café arábica de boa qualidade crescerá ano após ano.
Uma consequência desse novo status de nosso café semi-lavado (cereja descascado) e lavado, é o estudo que o diretor de desenvolvimento da ICE Futures US vem elaborando para esta bolsa receber nossos cafés para certificação.
O Regulamento Técnico para o Café Torrado e Moído e para o Café Torrado em Grãos (veja Instrução Normativa) marca o início de uma nova fase para o consumo brasileiro de café.
Até o dia 27, os embarques de maio estavam em 1.686.332 sacas de arábica e 79.434 sacas de conillon, somando 1.765.766 sacas de café verde, mais 156.609 sacas de solúvel, contra 1.636.580 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 27, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 2.153.281 sacas, contra 2.144.827 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque - ICE, do fechamento do dia 21, quinta-feira, até o fechamento do dia 28, subiu nos contratos para entrega em julho próximo, 185 pontos ou US$ 2,45 (R$ 4,44) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 21, a R$ 325,76, e, na última sexta-feira, dia 28, a R$ 323,74/saca. Ainda na sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 50 pontos.
As informações são do Escritório Carvalhaes, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Carvalhaes analisa mercado cafeeiro na semana
O mercado de café apresentou-se estável na semana passada apesar da turbulência na economia mundial com a crise financeira internacional. Os contratos de café na ICE Futures US fecham a semana em alta, e os preços no mercado físico brasileiro permaneceram estáveis, com a liquidez dos negócios variando dia a dia, acompanhando as contínuas e fortes oscilações do dólar frente ao real.
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