Depois do fechamento em pânico dos mercados na sexta-feira, dia 7, com a crise fiscal de diversos países da zona do Euro, as bolsas abriram em euforia na segunda, dia 10, para voltar a fechar em forte pessimismo na última sexta-feira, dia 14. As bolsas de café acompanharam o comportamento ciclotímico da economia mundial, mas o mercado físico brasileiro permaneceu estável, sustentando as bases das últimas semanas, amparadas nos estoques baixos e na intensa procura por café arábica de boa qualidade. Nos últimos dias as ofertas dos compradores vêm se estendendo para qualquer tipo de café arábica.
A temporada 2009/2010 passará para a história como o ano-safra em que os estoques brasileiros, em termos comerciais, chegaram ao final. Teremos agora de aprender a trabalhar em um ambiente de estoque baixo, consumo em alta e produtores desmotivados.
Segundo a OIC - Organização Internacional do Café, as exportações mundiais de café caíram 9,56% nos seis primeiros meses (até o mês de março último) do ano-safra 2009/2010. Os estoques de café do Brasil, maior produtor e exportador, além de segundo maior consumidor, estão chegando ao final, os dos principais países consumidores, caem mês após mês, e há muitos anos os estoques de café certificado na bolsa de Nova Iorque não são tão baixos. Mesmo assim, as cotações das bolsas de café ignoram os fundamentos e acompanham, em um comportamento de manada, as demais bolsas de futuro, caindo ou subindo por razões alheias aos fundamentos.
Recomendamos a leitura do artigo "A culpa é dos algoritmos?" escrito por Alex Ribeiro e publicado na página A2 do jornal Valor Econômico de 13 de maio último. Este artigo aborda como os grandes fundos de investimento tomam as decisões de compra e venda de posições nas bolsas ao redor do mundo.
Se o PIB brasileiro crescer este ano ao redor de 7%, como esperado pelos grandes bancos brasileiros, o consumo interno de café deverá ter um crescimento ainda maior que nos últimos anos.
No próximo dia 18, terça-feira, começa o XVIII Seminário Internacional de Café de Santos, promovido pela Associação Comercial de Santos. Este tradicional seminário coloca frente a frente compradores e vendedores dos cafés do Brasil.
Até o dia 13, os embarques de maio estavam em 701.912 sacas de arábica e 17.631 sacas de conilon, somando 719.543 sacas de café verde, mais 72.540 sacas de solúvel, contra 542.218 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 13, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 1.065.603 sacas, contra 1.040.489 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque - ICE, do fechamento do dia 7, quinta-feira, até o fechamento de sexta, dia 14, subiu nos contratos para entrega em julho próximo, 40 pontos ou US$ 0,53 (R$ 0,96) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 7, a R$ 325,73 e dia 14 a R$ 320,84/saca. Na sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 280 pontos.
As informações são do Escritório Carvalhaes, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Carvalhaes analisa mercado cafeeiro na semana
Depois do fechamento em pânico dos mercados na sexta-feira, dia 7, com a crise fiscal de diversos países da zona do Euro, as bolsas abriram em euforia na segunda, dia 10, para voltar a fechar em forte pessimismo na última sexta-feira, dia 14. As bolsas de café acompanharam o comportamento ciclotímico da economia mundial, mas o mercado físico brasileiro permaneceu estável, sustentando as bases das últimas semanas, amparadas nos estoques baixos e na intensa procura por café arábica de boa qualidade.
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