Carvalhaes analisa 2007 para café arábica

Leia a análise do ano passado realizada pelo Escritório Carvalhaes. 2007 foi difícil e frustrante para o produtor brasileiro de café arábica. Com estoques baixos e tendo pela frente a colheita de uma safra menor que as necessidades brasileiras de exportação e consumo, os cafeicultores esperavam obter neste ano preços que compensassem o menor número de sacas e o enorme investimento na modernização de suas lavouras. A manutenção de patamares de preços em dólares considerados bons há algumas décadas, mas baixos dentro da nova realidade criada pela globalização, que modificou profundamente o cenário do comércio mundial, levou a este quadro conflitante vivido hoje na cadeia produtiva do café.

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2007 foi difícil e frustrante para o produtor brasileiro de café arábica. Com estoques baixos e tendo pela frente a colheita de uma safra menor que as necessidades brasileiras de exportação e consumo, os cafeicultores esperavam obter neste ano preços que compensassem o menor número de sacas e o enorme investimento na modernização de suas lavouras.

Em nossa opinião, a manutenção de patamares de preços em dólares considerados bons há algumas décadas, mas baixos dentro da nova realidade criada pela globalização, que modificou profundamente o cenário do comércio mundial, levou a este quadro conflitante vivido hoje na cadeia produtiva do café.

De um lado consumo mundial crescendo e se sofisticando, com o aparecimento de cadeias de cafeterias de luxo, novas formas - saches, cápsulas - e equipamentos para o consumo doméstico do expresso, grandes indústrias desenvolvendo refrigerantes e bebidas geladas com café, enfim investimentos bilionários atestando que o consumo mundial de café entrou em uma nova e promissora fase.

Do outro, produtores de arábica desanimados com a rentabilidade de seu negócio. Investiram fortemente para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de seus cafés, cortaram custos onde foi possível, e mesmo assim não conseguem ganhar dinheiro com os preços praticados pelo mercado.

Analistas, fundos e grandes operadores insistem que o atual patamar das cotações é "historicamente alto", ignorando a forte desvalorização do dólar na última década, e que, com o crescimento da demanda mundial por alimentos e biocombustíveis, o custo de produção do café vem sendo fortemente pressionado pela alta dos insumos e do valor das terras agriculturáveis.

Neste cenário, os cafeicultores estudam alternativas e olham com atenção para produtos agropecuários que já tiveram seu patamar de "cotações históricas" ajustados à nova realidade da economia mundial. Os mais citados são: cana de açúcar, laranja, soja, borracha, milho e conillon.

As informações são do Boletim Carvalhaes.
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Carlos André
CARLOS ANDRÉ

LUIS EDUARDO MAGALHÃES - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 04/01/2008

Muito bem colocado pelo Carvalhaes. Uma cadeia produtiva de grande importância como o café, vemos hoje o produtor sofrendo calado, como quem não quer descer do pedestal que se foi à muito tempo.

Onde estão vocês produtores? Acordem! Nossos representantes (se é que temos), o que de fato estão fazendo?

Se não acordarmos em tempo, continuaremos à ver lucros em toda a cadeia do agronegócio, com exceção é lógico do produtor de café.