"CARTA DE VARGINHA"

As entidades organizadoras do "Movimento SOS Café" manifestam à sociedade brasileira, através da realização, em Varginha (MG), da "Marcha pelo Café", com significativo apoio e participação de cafeicultores, trabalhadores, comerciantes, industriais, políticos e lideranças signatários desta "CARTA", sua indignação para com o Governo Federal e seu descaso pela cafeicultura brasileira.

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Varginha, 16 de março de 2009


As entidades organizadoras do "Movimento SOS Café" manifestam à sociedade brasileira, através da realização, em Varginha (MG), da "Marcha pelo Café", com significativo apoio e participação de cafeicultores, trabalhadores, comerciantes, industriais, políticos e lideranças signatários desta "CARTA", sua indignação para com o Governo Federal e seu descaso pela cafeicultura brasileira.

Este não é um movimento de hoje, mas fruto amadurecido em razão do longo descaso com que estamos sendo tratados pelo Governo Federal, apesar de todo esforço que realizamos na busca por caminhos e soluções para os problemas do cafeicultor.

Aqui expomos novamente nossas angústias e propostas no sentido de que a sociedade seja testemunha de nossos legítimos propósitos e, com seu fundamental apoio, temos a certeza de que este "Movimento" ganhará força e voz uníssona para sermos ouvidos pelo Governo Federal.

Para sanar definitivamente os principais problemas dos 300 mil cafeicultores - como a falta de renda do setor, o endividamento passado e futuro e o alto custo da produção - e continuarmos a ser a maior fonte permanente de geração e manutenção de emprego (2,2 milhões de postos de trabalho diretos no campo e mais de 8 milhões indiretamente em toda a cadeia), produzindo para o Brasil, através de 1.800 municípios, propomos ao Governo Federal:

1 - Conversão de todas as dívidas financeiras da cafeicultura (Funcafé e demais fontes do Crédito Rural) em produto físico (saca de 60 kg de café) por um período de 20 anos:

1.1 - A um preço base de R$ 320,00/saca para o café tipo 7;

1.2 - Pagamento pelo sistema equivalência-produto (em sacas de café) correspondente a 5% da dívida financeira total ao ano, sem implantação de taxa de juros;

1.3 - Vencimento da primeira parcela em novembro de 2010;

1.4 - Caso o mercado apresente preços mais remuneradores que os R$ 320,00 de referência na data do pagamento da prestação, cabe ao produtor optar pela entrega do produto físico ou quitar os 5% em recurso financeiro (dinheiro);

1.5 - Em caso de adversidade climática (estiagem, geada, etc.), a parcela do ano em que a produção for comprometida fica automaticamente prorrogada para o ano seguinte.

2 - Implantação de um programa de Leilões de Opções Públicas de Venda de Café:

2.1 - Suporte orçamentário na ordem de R$ 1 bilhão, para a aquisição de 3 milhões de sacas.

3 - Apresentação dos resultados do Grupo de Trabalho - criado pelo Ministério da Agricultura para propor soluções ao setor cafeeiro - o mais urgente possível, no mais tardar, até o final de março deste ano.

Atenciosamente,

Gilson José Ximenes Abreu
Presidente
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ANTONIO AUGUSTO REIS
ANTONIO AUGUSTO REIS

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 21/03/2009

Nosso pleito está posto.

Caso acatado pelo governo, um ponto que não sei se foi considerado em algum documento, refere-se a atualização do passivo das dívidas vencidas para o valor presente (data da conversão).

De qualquer maneira, vai aí minha sugestão : A partir da data do vencimento do contrato (ativo, vencido ou em processo de execução), aplica-se a correção monetária até a data da conversão.

Saudações.

Eduardo Lima
EDUARDO LIMA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/03/2009

Até quando nós agricultores teremos de conviver com a retórica de políticos corrúptos e despreparados para enfrentar a grave situação da agricultura brasileira??? O sentimento generalizado dentro da classe cafeeira é de total desesperança. A luz no fim do túnel esta se apagando. Gostaria de saber o que o governo Lula fará com todas as propriedades de café que podem ir a leilão judicial??? E principalmente, com o emprego das famílias que dependem dessa atividade para a sobrevivencia.
Pobre cafeicultor!!!! estamos pior do que cachorro que cai de mudança!!!