Carlos Paulino sugere elevação do preço mínimo do café
As medidas anunciadas pelo governo federal no final de janeiro em favor da cafeicultura não agradaram lideranças do setor. Na avaliação do presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, as medidas chegaram "atrasadas e atendem a poucos produtores e não aqueles que mais precisam efetivamente". O presidente da Cooxupé sugere ao governo que eleve o preço mínimo do café, que está completamente fora da realidade e isso daria um suporte maior ao produtor.
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Na avaliação do presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, as medidas chegaram "atrasadas e atendem a poucos produtores e não aqueles que mais precisam efetivamente". "O governo promoveu a prorrogação de dívidas de um tipo de financiamento que muito poucos fizeram, por isso mesmo puderam prorrogá-las, afinal, não estão perdendo nada com isso, já que o volume é tão pequeno", refletiu o presidente da Cooxupé, a maior organização cooperativista do setor cafeeiro no mundo.
Alem do financiamento não ter chegado à maioria dos produtores, Paulino diz que para este tipo de contrato "a burocracia do Banco do Brasil é imensa e afasta os possíveis interessados".
Para o dirigente, o produtor se viu envolto em dívidas sérias há tempos, portanto, as medidas vieram com atraso e deveriam ser mais abrangentes. "Essa alta de café não está beneficiando ninguém, porque poucos tem café para vender. O produtor já vendeu há muito tempo o seu café para pagar as dívidas e os juros", reiterou.
Paulino chamou atenção ainda para outro fato grave, destacando que "80% dos produtores já venderam o café e que os 20% restantes que ainda tem o produto em mãos, são os mais capitalizados, que não precisam do socorro do governo e que estão especulando o mercado".
O presidente da Cooxupé disse que "se pudesse dar uma sugestão ao governo, sugeriria que elevassem o preço mínimo do café, que está completamente fora da realidade e isso daria um suporte maior ao produtor".
A primeira medida anunciada pelo governo diz respeito à linha de crédito para financiar compras de contratos de opção de venda de café no mercado futuro que foi reaberta, com prazo até 30 de junho.
A segunda foi postergar de 31 de janeiro para 30 de abril a contratação de financiamento para aquisição de café (FAC) de estoques públicos das safras de 1987 a 1999 que vierem a ser leiloados até esta data.
A terceira garante concessão de crédito aos produtores que tiveram lavouras de café destruídas por queda de granizo a partir de 1º de outubro de 2010. Os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) se destinam à recuperação da plantação.
As informações são do Coffee Break, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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EM 07/02/2011