O presidente da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé), Carlos Paulino concedeu entrevista ao programa Mercado e Companhia - Canal Rural, a respeito dos preços praticados no mercado e andamento das negociações.
Com 50% da colheita já realizada, produtores conseguem melhores preços comparados à safra passada. Cereja descascado chega a ser vendido até R$ 370,00 por saca. Mas dinheiro de comercialização do Funcafé demora a chegar.
Na região do sul de Minas Gerais, aproximadamente 50% da colheita do café foi realizada e, apesar do recuo visto nesta segunda-feira (19), os produtores já conseguem preços melhores com a recuperação pela qual passou o mercado nos últimos dias.
O Sincal afirmou que o Brasil poderia vender muito mais caso estivéssemos uma comparação com os preços do café da Colômbia, no entanto, estamos vendendo barão. "Nosso preço realmente está inferior ao preço do café colombiano, mas não podemos comparar coisas diferentes", explica o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino. O cereja descascado, que poderia ser comparado ao produto da Colômbia, é cotado a R$370,00 por saca, ficando menos distante das cotações colombianas.
No entanto, Paulino afirma que mesmo com essa diferença, os cafeicultores não recebem o valor que é divulgado, uma vez que há um confisco do governo que tira um valor alto do valor final.
Confirmando o que vem sendo divulgado nos últimos dias, o presidente da Cooxupé diz que o dinheiro do Funcafé demora a chegar. A verba para estocagem não é liberada, pois está vinculada à demanda. Para conseguir o recurso, é preciso que se tenha café para ser estocado, o que, até o momento, não é o suficiente.
Já para a colheita, o dinheiro foi liberado - R$500 milhões - e os bancos da região do sul de Minas já estão liberando os financiamentos. Segundo Paulino, o volume da verba poderia ser maior e ainda está chegando tardiamente.
"Nosso preço não é maior por falta de resistência do produtor, justamente por conta destes financiamentos que não dão condições do cafeicultor segurar sua safra, ele tem que vender no mercado. Então, esse preço tinha condições de ser maior se tivesse mais apoio governamental", lamenta o presidente da Cooxupé.
As informações são do portal Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Carlos Paulino (Cooxupé): preço poderia estar maior
O presidente da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé), Carlos Paulino concedeu entrevista ao programa Mercado e Companhia - Canal Rural, a respeito dos preços praticados no mercado e andamento das negociações. "Nosso preço não é maior por falta de resistência do produtor, justamente por conta destes financiamentos que não dão condições do cafeicultor segurar sua safra, ele tem que vender no mercado", afirma ele.
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