Camex veta importação de café via drawback

Em reunião realizada em 5 de abril, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) postergou a decisão sobre um pedido para a autorização de importação de café robusta pelo regime de drawback. O pleito do setor industrial era importar o correspondente a 20% da exportação brasileira anual da variedade, o que corresponde a aproximadamente 600 mil sacas de 60 kg ao ano.

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Em reunião realizada em 5 de abril, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) postergou a decisão sobre um pedido para a autorização de importação de café robusta pelo regime de drawback. O pleito do setor industrial era importar o correspondente a 20% da exportação brasileira anual da variedade, o que corresponde a aproximadamente 600 mil sacas de 60 kg ao ano.

O Conselho Nacional do Café (CNC) recorda que a decisão da Camex vem ao encontro do posicionamento do setor produtor, que é contrário à importação pelo regime de drawback por considerar que, ao se permitir a aquisição do grão do exterior, abrimos nossas fronteiras a riscos fitossanitários que podem definhar lavouras no cinturão cafeeiro do País.

Entendemos, ainda, que o regime de drawback tem sua importância dentro do agronegócio mundial, porém, no caso específico do conillon brasileiro, não se faz necessário, uma vez que temos capacidade para produzir todos os tipos de café do mundo, sendo eles das variedades arábica ou robusta.

Isso posto, consideramos relevante que o setor industrial do Brasil se empenhe em parcerias, principalmente com os Estados de Espírito Santo e Rondônia, para o cultivo de variedades condizentes às necessidades das indústrias e não apenas se foque no aspecto econômico de importar café do Vietnã - por aproximadamente US$ 20 mais barato a saca - em detrimento do produtor nacional de conillon, o qual, frise-se, sofre com o rigor de altos custos de produção e com a severidade das Legislações Ambiental e Trabalhista, fatores praticamente inexistentes no concorrente país asiático.

As informações são de Gilson Ximenes, presidente do CNC, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Willem Guilherme de Araújo
WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/04/2010

PArabéns a CAMEX pela decisão. Com certeza todos or cafeicultores sentiram-se tranqulizados com esta ideia absurda. A industria deveria incentivar os produtores internos a melhorar a qualidade e a produtividade do robusta e principalmente firamr parceirias com os cafeicultores para garantir um preço justo do café e uma produção que atenda aos seus interesses.