Cafeterias de SP apostam em plantação própria

As razões são econômicas, claro - vender o cafezinho na xícara tem mais valor agregado do que os grãos em sacas. Mas a justificativa ganha sempre um gole de saudosismo. Fato é que, nos últimos anos, a cidade de São Paulo tem ganho uma leva de cafeterias cujo forte é a bebida obtida com grãos plantados em fazenda própria. Ou seja: famílias produtoras de café viraram marca e abriram suas lojas na capital paulista.

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As razões são econômicas, claro - vender o cafezinho na xícara tem mais valor agregado do que os grãos em sacas. Mas a justificativa ganha sempre um gole de saudosismo. Fato é que, nos últimos anos, a cidade de São Paulo tem ganho uma leva de cafeterias cujo forte é a bebida obtida com grãos plantados em fazenda própria. Ou seja: famílias produtoras de café viraram marca e abriram suas lojas na capital paulista.

"Nossa fazenda (Santa Izabel, em Ouro Fino, MG), que está na família há sete gerações, responde por 60% do café da marca", comenta o empresário Marco Suplicy, proprietário das cafeterias que levam seu sobrenome. "E mais: desde que abrimos o Suplicy Café, a totalidade da produção da fazenda é absorvida por nós mesmos."

Tendência. Aos poucos, a Treviolo segue o mesmo caminho. Inaugurada em 1992 - sucedeu a marca Tiradentes, da década de 1920 -, pela primeira vez este ano o proprietário Edson Teixeira incluiu no blend grãos produzidos em sua Fazenda Eldorado, localizada em Adamantina, no interior paulista.

Da família do ex-governador Orestes Quércia, o Octavio Café, aberto em dezembro de 2007, encorpa a tendência. Todo cafezinho vendido pela marca vem de 1,2 mil hectares de cafezal do próprio grupo - na Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Pedregulho, no interior paulista.

"Produzir café já era uma tradição da família", lembra o diretor comercial da empresa, Mario Chierighini. Nos últimos oito anos, eles intensificaram os investimentos na área, preparando o terreno para a criação da marca Octavio.

Nostalgia. O gole de saudosismo desce fundo no Café Raiz, aberto em setembro no bairro de Perdizes. Não, o produto lá vendido não vem de fazenda própria. "Embora nossa história esteja ligada ao ramo, uma vez que meu avô tinha fazenda de café, minha mãe nasceu em fazenda de café...", exemplifica o empresário José Olympio Motta, proprietário do estabelecimento.

No menu está a sacada de Motta. Há a opção pelo café de coador - que custa R$ 3,90, em vez dos R$ 2,50 do expresso. É coador de pano, trazido à mesa para que o cliente viva a experiência de passar o cafezinho. Vintage? "Remete à infância", explica a outra proprietária, Beatriz Cintra. "A terceira idade se sente em casa. E quem é criança pode conhecer." Um tanto sinestésica, a experiência parece realmente realçar o sabor do cafezinho.

Onde encontrar:

Café Raiz: Rua Cardoso de Almeida, 920, Perdizes. Fone: (11) 3868-4747
Octavio Café: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.996, Jd. Paulistano. Fone: (11) 3074-0110
Suplicy Cafés Especiais: Alameda Lorena, 1.430, Jd. Paulista. Fone: (11) 3061-0195. E em outros quatro endereços
Treviolo Café: Rua General Flores, 114, Bom Retiro. Fone: (11) 3223-1777. Também atende em outros nove endereços.

A reportagem é de Edison Veiga, para o jornal O Estado de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipé CaféPoint.
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GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 19/05/2010

Na verdade, além do saudosismo e outros ismos, os cafeicultores estão percebendo que estão entregando seu café no mercado absolutamente de graça. Uma saca de 60 Kilos vendida a preço bruto de R$ 300,00 reais( os custos ultrapassam estes valores ) rende até 6000 xícaras que vendidas a R$2,00 correspondem a R$ 12.000,00. No aeroporto de Londrina é vendida a R$ 3,00 o que corresponde a R$ 18.000,00 Grande negócio.
Agora, o cafeicultor que planta, aduba, desbrota, colhe, seca, bebida mole, tipo 6, peneira 18, é o idota da vez. O mercado exige tudo isso e fatura no lombro de cafeicultor. Não existe mágica. Ou o cafeicultor abre se próprio negócio ou fica sustentando os gigolôs da cafeicultura. Gino